Caos Aéreo nos EUA: Shutdown Governamental Provoca Cancelamento em Massa de Voos

Caos Aéreo nos EUA: Shutdown Governamental Provoca Cancelamento em Massa de Voos

Caos Aéreo nos EUA: Shutdown Governamental Provoca Cancelamento em Massa de Voos 1024 683 Carlos Fenille

O prolongado *shutdown* do governo americano deflagrou uma crise sem precedentes no setor aéreo. Mais de 800 voos foram cancelados nesta sexta-feira (7/11), marcando o pior dia para o tráfego aéreo desde o início da paralisação. A medida drástica é uma resposta direta à ordem da administração Trump de reduzir o tráfego em até 10% em 40 aeroportos cruciais, incluindo centros de conexão como Atlanta, Nova York, Chicago e Dallas.

Essa decisão impactante ocorre a poucas semanas do Dia de Ação de Graças, um período de altíssima demanda para as companhias aéreas. O secretário de Transportes, Sean P. Duffy, buscou afastar motivações políticas, declarando que o objetivo é “avaliar dados e mitigar riscos no sistema, já que os controladores continuam trabalhando sem receber salário”. No entanto, a medida levanta sérias questões sobre o impacto do *shutdown* na infraestrutura essencial do país.

Os cortes, implementados gradualmente, começaram com 4% nesta sexta-feira e atingirão 10% até 14 de novembro. A American Airlines, por exemplo, cancelou 220 voos e realocou a maior parte dos 12 mil passageiros afetados, buscando minimizar os transtornos. Outros aeroportos importantes, como O’Hare em Chicago, também registraram dezenas de partidas suspensas.

Bryan Bedford, administrador da Administração Federal de Aviação (FAA), enfatizou que a decisão visa aliviar a pressão sobre o sistema, garantindo a segurança dos passageiros. “Não hesitaremos em tomar medidas adicionais para garantir que as viagens permaneçam seguras”, afirmou. As companhias aéreas foram instruídas a reembolsar integralmente os passageiros afetados pelos cancelamentos.

Enquanto as empresas aéreas manifestam apoio ao plano por razões de segurança, a pressão sobre o Congresso para resolver o impasse orçamentário aumenta. Scott Kirby, CEO da United Airlines, ressaltou: “O objetivo da FAA é aliviar a pressão sobre o sistema de aviação. Essa é a nossa prioridade também: não vamos abrir mão da segurança”. O futuro do setor aéreo americano permanece incerto, dependendo de uma solução rápida para o *shutdown*.

Fonte: http://www.metropoles.com

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