As Filipinas se preparam para a chegada do tufão Fung-wong, com o serviço meteorológico e o governo emitindo alertas urgentes. A preocupação central é com a possibilidade de ondas de tempestade de até cinco metros, além de ventos que podem causar destruição em larga escala. Há um temor crescente de que o tufão se intensifique e se transforme em um supertufão, atingindo a costa leste do país com força total no domingo.
O tufão, que possui uma extensão impressionante de 1,5 mil quilômetros, já está causando fortes chuvas e ventos em diversas áreas das Filipinas. De acordo com a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (Pagasa), os ventos podem alcançar 150 km/h perto do centro do tufão, com rajadas ainda mais intensas, chegando a 185 km/h.
Informações do departamento de Ciência e Tecnologia indicam que o centro do olho do tufão está localizado a 575 km a leste de Catarman, na região norte de Samar. Diante desse cenário, as autoridades emitiram recomendações enérgicas para que os moradores de áreas baixas e costeiras busquem abrigo em terrenos mais elevados, buscando evitar os potenciais impactos das ondas de tempestade. Além disso, todas as atividades marítimas foram suspensas como medida de segurança.
Este alerta surge em um momento delicado, logo após o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., ter decretado estado de emergência devido aos estragos causados pelo tufão Kalmeagi. Este último desastre natural deixou um rastro de destruição, com pelo menos 140 mortos e 127 pessoas desaparecidas nas províncias centrais do país. A população filipina, portanto, enfrenta uma dupla ameaça, ainda se recuperando de uma tragédia recente enquanto se prepara para um novo evento climático extremo.
Os impactos do tufão Kalmeagi já são sentidos por quase 2 milhões de filipinos, com cerca de 560 mil pessoas desalojadas. Destes, aproximadamente 450 mil necessitaram de abrigo em centros de emergência, conforme informações da Defesa Civil do país. O fenômeno causou enchentes e desmoronamentos em várias regiões, sendo a província central de Cebu a mais afetada, com o maior número de mortes e desaparecimentos. Vale lembrar que essa mesma região já havia sido atingida por um terremoto de magnitude 6,9 em setembro, que resultou em 79 mortos e milhares de desabrigados.
“As Filipinas estão localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico e no principal cinturão de tufões do mundo”, justifica um especialista em desastres naturais, explicando a vulnerabilidade do país. Essa posição geográfica expõe o país a uma alta incidência de desastres naturais, incluindo cerca de 20 tufões por ano e a presença de pelo menos 15 vulcões ativos. A combinação desses fatores torna as Filipinas um dos países mais propensos a sofrer com eventos climáticos extremos e atividades sísmicas.
Fonte: http://www.metropoles.com