Um Mês de Cessar-Fogo em Gaza Marcado por Mortes e Acusações Recíprocas

Um Mês de Cessar-Fogo em Gaza Marcado por Mortes e Acusações Recíprocas

Um Mês de Cessar-Fogo em Gaza Marcado por Mortes e Acusações Recíprocas 1024 683 Carlos Fenille

Um mês após o estabelecimento do cessar-fogo na Faixa de Gaza, a frágil trégua entre Israel e o Hamas é abalada por denúncias de violações e um alto número de mortes. De acordo com o grupo Hamas, pelo menos 271 palestinos perderam a vida nesse período, lançando dúvidas sobre a efetividade do acordo mediado internacionalmente.

O Hamas alega que entre as vítimas fatais, encontram-se 107 crianças, 39 mulheres e 9 idosos, representando 58% do total. Em nota, o grupo classificou as mortes como reflexo de uma “política contínua de assassinato sistemático contra civis desarmados”, acusando Israel de descumprir os termos do cessar-fogo.

O acordo de cessar-fogo, que entrou em vigor em 10 de outubro, foi resultado de intensas negociações envolvendo Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia. A primeira fase do plano previa a suspensão imediata das hostilidades e a libertação de prisioneiros palestinos em troca da libertação de reféns em Israel. No entanto, a paz permanece tênue.

Em contrapartida, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirma que os ataques foram uma resposta às violações do Hamas ao cessar-fogo. A Força de Defesa de Israel (FDI) alega que o grupo islâmico descumpriu cláusulas do acordo ao atacar soldados israelenses, acusação negada pelo Hamas.

Ainda segundo o Hamas, a ajuda humanitária entregue em Gaza não atingiu sequer metade do volume acordado, com apenas 40% da quantidade prometida sendo efetivamente entregue. O grupo também denunciou que parte das remessas comerciais foi falsamente registrada como ajuda humanitária, levantando sérias questões sobre a implementação do acordo e o futuro da região.

Fonte: http://www.metropoles.com

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