Após 43 dias de paralisação, o governo dos Estados Unidos volta a operar em sua totalidade. O presidente Donald Trump sancionou, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que garante o financiamento federal até 2026, encerrando o mais longo shutdown da história do país. A medida põe fim a uma crise que paralisou parcialmente os serviços públicos e afetou milhares de funcionários.
“É uma honra sancionar esta lei incrível e fazer com que nosso país volte a funcionar”, declarou Trump após a assinatura. O presidente complementou, afirmando que, com a retomada das operações federais, sua administração trabalhará em conjunto com o Congresso para reduzir o custo de vida, reforçar a segurança pública e garantir o acesso de todos os americanos às oportunidades.
A aprovação da lei não foi unânime. Na Câmara dos Representantes, o projeto recebeu 222 votos favoráveis e 209 contrários, resultado de um acordo costurado entre republicanos e democratas centristas. O Senado já havia aprovado a proposta na segunda-feira, com o mínimo de 60 votos necessários para seguir para a votação na Câmara.
A crise orçamentária que levou ao shutdown teve início em 1º de outubro, quando o Congresso não conseguiu chegar a um consenso sobre o orçamento anual. A paralisação resultou na suspensão de diversos serviços públicos e impactou diretamente os salários de milhares de servidores federais, além de gerar demissões. O shutdown anterior mais longo durou 35 dias, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, também durante o governo Trump.
O projeto de lei recém-sancionado garante o funcionamento do governo até 30 de janeiro de 2026. Até essa data, o Congresso deverá aprovar um novo orçamento para evitar uma nova paralisação. A proposta também impede a demissão de servidores públicos até essa data e assegura a continuidade do programa de assistência alimentar “SNAP” até setembro de 2026, beneficiando milhões de famílias vulneráveis. A aprovação do acordo expôs divisões dentro do Partido Democrata, com críticas à exclusão de subsídios federais para a área da saúde no novo orçamento, que expira no final de dezembro.
Fonte: http://www.metropoles.com