Novos e-mails divulgados pelo Congresso dos EUA trouxeram à tona declarações polêmicas de Jeffrey Epstein, reacendendo o debate sobre sua relação com Donald Trump. Em meio a crescente pressão sobre o ex-presidente, as mensagens revelam que Epstein se considerava o “único capaz de derrubar Trump”, lançando dúvidas sobre o conhecimento do republicano a respeito das atividades criminosas do financista. A divulgação ocorre em um momento crítico, com o governo Trump sob escrutínio e questionamentos sobre a transparência em relação ao caso Epstein.
Os documentos, um conjunto de cerca de 20 mil páginas, foram liberados por congressistas democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes. Entre as correspondências, destaca-se um e-mail de dezembro de 2018, onde Epstein responde a comentários sobre as tentativas de opositores de enfraquecer o governo Trump, respondendo que ele próprio seria capaz de derrubá-lo. A mensagem alimenta especulações sobre o conhecimento de Epstein a respeito de informações sensíveis que poderiam comprometer o então presidente.
Além da alegação de ser capaz de “derrubar” Trump, Epstein tece outros comentários incisivos sobre o ex-presidente. Em uma troca de mensagens com o autor Michael Wolff, em 2019, Epstein afirma que Trump “sabia das meninas”. Em outro e-mail, de 2011, enviado à socialite Ghislaine Maxwell, ele alega que Trump “passou horas” em sua casa com uma das vítimas.
A Casa Branca respondeu às novas revelações, defendendo o ex-presidente. Em comunicado, o governo afirmou que “o presidente não fez nada de errado” e acusou os democratas de “reviver velhas mentiras por conveniência política”. A defesa não arrefeceu a pressão da oposição, que exige a divulgação integral dos arquivos das investigações.
Enquanto isso, a Câmara dos Deputados se mobiliza para forçar a liberação total dos documentos. A amizade entre Trump e Epstein, que durou cerca de duas décadas antes de um rompimento em meados dos anos 2000, continua a gerar controvérsia e a assombrar o cenário político americano. O caso permanece sob os holofotes, com potenciais implicações para ambos os lados do espectro político.
Fonte: http://www.metropoles.com