O Kremlin intensificou suas críticas à Ucrânia, alegando que a suspensão das negociações de paz por Kiev demonstra uma falta de compromisso genuíno em resolver o conflito no leste europeu. A declaração de Moscou surge após relatos de que a Ucrânia interrompeu as conversas com a Rússia, reacendendo tensões em meio a combates contínuos. Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, enfatizou que a decisão ucraniana “formaliza a situação real”, indicando uma ausência de interesse em buscar uma solução diplomática.
Segundo Peskov, a atitude de Kiev é “lamentável”, mas Moscou permanece aberta a um acordo político e diplomático. O porta-voz advertiu que a posição da Ucrânia se deteriorará com o tempo, caso persista na recusa em negociar. “Mais cedo ou mais tarde, a Ucrânia terá que negociar”, declarou Peskov, acrescentando que a Rússia continuará lutando para garantir sua própria segurança e o futuro de suas gerações.
A decisão da Ucrânia de se retirar das negociações foi divulgada pelo jornal britânico The Times, que publicou uma entrevista com o vice-ministro das Relações Exteriores ucraniano, Sergey Kislitsa. Kislitsa teria afirmado que não houve “progresso significativo” nas negociações com a Rússia em 2024, levando Kiev a interromper os contatos. Em setembro, o próprio Peskov já havia indicado que as negociações estavam em “pausa”, diminuindo as esperanças de um acordo iminente.
Paralelamente à retórica diplomática, a situação no terreno continua tensa. As tropas russas e ucranianas estão envolvidas em intensos confrontos na região de Pokrovsk, no leste da Ucrânia. Moscou busca consolidar seu controle sobre a cidade, enquanto Kiev insiste que os termos propostos pelo Kremlin são “inaceitáveis e equivalem a uma rendição”.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, ecoou as declarações de Peskov, afirmando que as ações de Kiev demonstram uma “relutância ucraniana em buscar a paz”. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reiterou em setembro que a resolução da crise por meios pacíficos permanece uma prioridade para Moscou.
Fonte: http://www.metropoles.com