O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do Secretário de Estado Marco Rubio, designou quatro grupos antifascistas europeus como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) nesta quinta-feira, 13 de novembro. A medida, que entrará em vigor em 20 de novembro de 2025, representa uma expansão da política antiterrorista da administração Trump, focando em movimentos de esquerda e anarquistas. A decisão ocorre em um período de crescente polarização política e social nos EUA.
Os grupos visados pela designação incluem o Antifa Ost (Alemanha), a Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI) (Itália) e as organizações gregas Justiça Proletária Armada e Autodefesa Revolucionária de Classe. O Departamento de Estado justificou a medida alegando que esses grupos são responsáveis por atos de violência, incluindo ataques com explosivos e vandalismo, motivados por ideologias anarquistas e anticapitalistas.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Marco Rubio defendeu a decisão, afirmando que “os Estados Unidos continuarão utilizando todos os recursos disponíveis para proteger nossa nação desses grupos terroristas antiamericanos, anticapitalistas e anticristãos”. Ele descreveu os movimentos como parte de uma “campanha global de violência política da Antifa”.
A designação de FTOs implica severas consequências para os grupos e seus associados. Todos os bens e ativos financeiros das organizações, e de qualquer pessoa ligada a elas, serão bloqueados nos Estados Unidos. Além disso, empresas e cidadãos norte-americanos estão agora proibidos de realizar transações ou prestar apoio material aos grupos, sob pena de sanções criminais e financeiras.
A medida ocorre após um período de intensos protestos e tensões políticas nos Estados Unidos, exacerbados pelo assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. O governo Trump atribuiu parte da responsabilidade pelos confrontos à Antifa, e já havia classificado o movimento como organização terrorista doméstica, pavimentando o caminho para a decisão desta quinta-feira. A designação tem sido alvo de críticas, com opositores alertando para o risco de criminalização de movimentos sociais e dissidência política.
Fonte: http://www.metropoles.com