Trump Autoriza Operação Militar dos EUA na América Latina Sob Pretexto de Combate ao Narcoterrorismo

Trump Autoriza Operação Militar dos EUA na América Latina Sob Pretexto de Combate ao Narcoterrorismo

Trump Autoriza Operação Militar dos EUA na América Latina Sob Pretexto de Combate ao Narcoterrorismo 1024 683 Carlos Fenille

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do então presidente Donald Trump, deu sinal verde para uma nova operação militar na América Latina. A iniciativa, denominada “Lança do Sul”, tem como alvo declarado o combate a “narcoterroristas” na região. O anúncio foi feito pelo chefe do Pentágono à época, Pete Hegseth, gerando debates sobre o alcance e os objetivos da ação.

A Operação Lança do Sul será comandada pelo Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM), responsável pelas operações militares na América Central, América do Sul e Caribe. Hegseth justificou a ação como uma medida de defesa dos Estados Unidos e de proteção do “hemisfério ocidental”, intensificando a retórica militar em relação à região. A declaração oficial foi divulgada através da plataforma X (antigo Twitter).

“O presidente Trump ordenou a ação, e o Departamento de Guerra está cumprindo a ordem. Hoje, estou anunciando a Operação Lança do Sul”, escreveu Hegseth. Ele complementou: “Liderada pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear e a SOUTCHOM, esta missão defende nossa pátria, remove narcoterroristas do nosso hemisfério e protege nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo. O hemisfério ocidental é a vizinhança da América — e nos o protegeremos”.

O Pentágono não forneceu detalhes específicos sobre a operação, mas o anúncio coincide com um aumento da presença militar dos EUA na região nos últimos meses. Uma frota de navios de guerra, caças F-35 e até mesmo o porta-aviões USS Gerald R. Ford foram mobilizados para o Caribe, levantando questões sobre a escalada das tensões e os possíveis alvos da operação.

Nos meses anteriores ao anúncio da Operação Lança do Sul, Washington já havia realizado 19 bombardeios contra embarcações na região, supostamente ligadas ao tráfico de drogas, resultando em aproximadamente 80 mortes. No entanto, a falta de provas concretas sobre a ligação dessas embarcações com atividades criminosas gerou críticas e questionamentos sobre a legitimidade das ações.

Além disso, Trump havia sinalizado a possibilidade de expandir as operações para o território de outros países, com ataques diretos a supostos redutos de cartéis. Essa escalada na retórica e nas ações militares gerou preocupação em relação à soberania dos países da região e à possibilidade de intervenções militares diretas.

A “guerra” dos EUA contra o tráfico de drogas na América Latina tem como pano de fundo acusações diretas contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Washington chegou a acusar Maduro de ser o chefe do cartel venezuelano Los Soles, classificando-o como uma organização terrorista e abrindo caminho para possíveis operações militares sob o pretexto do combate ao terrorismo.

Além de Maduro, o então presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também foi alvo de críticas por parte da administração Trump, que o acusou de ter ligações com o tráfico de drogas. Essa declaração foi vista por Bogotá como uma possível tentativa de desestabilização e interferência nos assuntos internos do país.

Fonte: http://www.metropoles.com

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