A passagem de Lewis Hamilton pela Ferrari, que completou 21 corridas sem pódio, tem gerado debates acalorados no mundo da Fórmula 1. Ralf Schumacher, irmão do heptacampeão Michael Schumacher, engrossa o coro das críticas e propõe uma atitude drástica por parte da escuderia italiana. Em vez de insistir com o britânico, Schumacher sugere que a Ferrari pague a multa rescisória e invista no jovem talento Oliver Bearman, atualmente piloto da Haas.
Em entrevista ao podcast Backstage Boxengasse, da Sky, o ex-piloto foi enfático: “A Ferrari tem um jovem – Bearman – que está fazendo coisas maravilhosas com a Haas. E ele custa uma fração de Lewis Hamilton”, disparou, argumentando que o piloto de 20 anos seria um investimento mais promissor para o futuro da equipe. A sugestão de Schumacher surge em um momento delicado para Hamilton, que ainda busca se adaptar à Ferrari e entregar os resultados esperados.
O desempenho de Hamilton, de 40 anos, tem sido alvo de questionamentos, especialmente em comparação com seu companheiro de equipe, Charles Leclerc. Apesar de ter conquistado uma vitória na corrida sprint da China, Hamilton ainda não alcançou o pódio em provas principais. “De alguma forma, você tem a sensação de que o filme quase se tornou um pouco rápido demais para ele”, avaliou Schumacher, referindo-se à aparente dificuldade de Hamilton em dominar o carro e evitar erros.
Schumacher também criticou os erros recentes do heptacampeão, como o incidente com Carlos Sainz no GP do Brasil. Para ele, Hamilton precisa elevar seu desempenho para acompanhar o ritmo de Leclerc, que soma sete pódios e uma considerável vantagem em pontos na temporada. A situação de Hamilton na Ferrari remete a casos anteriores, como a rescisão de contrato de Kimi Räikkönen em 2009 para a chegada de Fernando Alonso.
“Em 2009, pagaram Kimi Räikkönen para abrir espaço para Alonso. Poderia acontecer o mesmo agora”, opinou Schumacher, defendendo que a Ferrari deve priorizar uma visão de longo prazo e apostar em um talento jovem como Bearman. Com contrato até 2027, Hamilton enfrenta o maior jejum de pódios de sua carreira e da história da Ferrari, aumentando a pressão sobre seu futuro na equipe italiana.
Fonte: http://www.metropoles.com