A divulgação de mais de 20 mil páginas de documentos ligados a Jeffrey Epstein, pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA, lançou uma nova luz sobre as relações do financista condenado por tráfico sexual com figuras proeminentes da política e negócios. Os arquivos, liberados na última quarta-feira (12/11), expõem e-mails comprometedores que citam desde o ex-presidente Donald Trump até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre as revelações mais explosivas, destaca-se um e-mail onde Epstein alega que Trump tinha conhecimento de seus abusos sexuais. “Trump sabia disso (dos abusos) e veio à minha casa muitas vezes durante esse período”, escreveu Epstein em uma mensagem para si mesmo, datada de fevereiro de 2019. Apesar da afirmação, o financista ressalta que Trump nunca participou dos crimes, negando que o ex-presidente tenha recebido as famosas “massagens”.
Os documentos também mencionam uma possível ligação entre Epstein e o presidente Lula, supostamente intermediada pelo renomado linguista Noam Chomsky. Em um e-mail conciso, Epstein relata: “Chomsky me ligou com o Lula. Da prisão. Que mundo”. A Secretaria de Comunicação da Presidência, no entanto, negou veementemente que tal ligação tenha ocorrido.
Além das ligações com líderes americanos e brasileiros, os e-mails revelam que Epstein tentou se posicionar como conselheiro para um encontro entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin, em 2018. Ele chegou a sugerir que o Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, buscasse informações sobre Trump diretamente com ele. “Acho que você poderia sugerir a Putin que Lavrov pode obter informações conversando comigo”, escreveu Epstein ao ex-primeiro-ministro da Noruega, Thorbjorn Jagland.
Outras mensagens expõem a natureza sórdida das atividades de Epstein, com referências a “garotas” e convites para festas em Ibiza. Em uma troca de e-mails, um associado convida Epstein para Ibiza, mencionando a presença de “oito garotas incríveis” e a possibilidade de Trump estar no local. Epstein, no entanto, respondeu que estaria em Paris, segundo o jornal The Guardian.
Fonte: http://www.metropoles.com