Chile Desdobra Militares em Massa para Eleições Presidenciais em Meio a Polarização Política

Chile Desdobra Militares em Massa para Eleições Presidenciais em Meio a Polarização Política

Chile Desdobra Militares em Massa para Eleições Presidenciais em Meio a Polarização Política 1024 683 Carlos Fenille

As Forças Armadas chilenas assumiram a segurança de todas as seções eleitorais do país neste sábado, em preparação para as eleições presidenciais e parlamentares que ocorrem neste domingo. Uma operação massiva, que envolve mais de 26 mil militares, visa garantir um pleito “seguro e ordenado”, segundo o Ministério da Defesa.

A ministra da Defesa, Adriana Delpiano, detalhou que a operação se estende por todo o território chileno, “de Visviri, na fronteira com o Peru, até Villa Las Estrellas, na Antártida”. Além do aparato militar, a logística eleitoral conta com o apoio de milhares de voluntários da Defesa Civil e da Cruz Vermelha, que prestarão suporte e assistência aos eleitores.

O pleito ocorre em um momento de forte polarização no Chile, após uma década turbulenta marcada por protestos e tentativas frustradas de reforma constitucional. A obrigatoriedade do voto para residentes no país, com multas para ausentes, sinaliza a importância que o governo deposita nesta eleição. As seções eleitorais estarão abertas das 8h às 18h, horário local, com possibilidade de extensão caso haja filas.

A disputa presidencial se desenha entre uma candidata de esquerda e figuras da direita, refletindo as divisões da sociedade chilena. Jeannette Jara, candidata comunista, lidera as pesquisas em um cenário onde a criminalidade e a busca por ordem dominam o debate público. José Antonio Kast, Johannes Kaiser e Evelyn Matthei são os principais nomes da direita que buscam derrotar a candidata do campo progressista.

O formato da votação varia conforme a região, com algumas áreas elegendo também senadores, além de presidente e deputados. No exterior, os eleitores chilenos votarão exclusivamente para presidente, refletindo a importância do pleito para o futuro do país. O governo chileno expressa otimismo em relação à participação popular, impulsionada pelas medidas de segurança e pela obrigatoriedade do voto.

Fonte: http://www.metropoles.com

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