O Chile se prepara para um momento histórico neste domingo, com a realização do primeiro turno das eleições presidenciais. Pela primeira vez desde a redemocratização em 1990, o voto é obrigatório para todos os cidadãos entre 18 e 65 anos, um marco que promete remodelar o cenário político nacional.
Essa mudança, recentemente aprovada, tem o potencial de ampliar significativamente a participação popular, injetando novo dinamismo em uma disputa já considerada a mais polarizada desde os protestos de 2019. As autoridades eleitorais estimam que a obrigatoriedade do voto pode dobrar o comparecimento às urnas, aumentando a probabilidade de um segundo turno, agendado para 14 de dezembro, caso nenhum candidato obtenha a maioria necessária.
A eleição não se limita à escolha do presidente; os chilenos também renovarão a totalidade da Câmara dos Deputados e metade do Senado. A campanha eleitoral foi dominada por intensos debates sobre segurança pública, migração irregular e os rumos da economia do país.
De acordo com a última pesquisa Atlas/Intel, divulgada antes do período de silêncio eleitoral, Jeannette Jara, do Partido Comunista, lidera as intenções de voto com 33,2%. Em seguida, aparecem José Antonio Kast, do Partido Republicano, e Johannes Kaiser, do Partido Nacional Libertário, ambos com 16,8%, indicando uma disputa acirrada.
O atual presidente, Gabriel Boric, ao votar, destacou que a segurança e a migração se tornaram temas centrais nesta eleição, refletindo uma mudança profunda no clima social do país. “Estamos em um momento crucial para o futuro do Chile”, afirmou Boric, ressaltando a importância da participação de todos os cidadãos no processo democrático.
Fonte: http://www.metropoles.com