O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao mencionar a possibilidade de conversas com o líder venezuelano Nicolás Maduro, em um momento de crescente tensão entre Washington e Caracas. Trump afirmou que o governo venezuelano demonstra interesse em dialogar, embora não tenha especificado datas ou a existência de canais de comunicação formais.
“Podemos ter algumas conversas com Maduro e veremos como isso se desenrola. Eles gostariam de conversar”, declarou o presidente, adicionando incerteza ao cenário político já complexo. A declaração surge em um contexto de intensificação da presença militar dos EUA no Caribe, através da operação “Southern Spear”, liderada pelo Comando Sul e focada no combate ao tráfico internacional.
Simultaneamente, os Estados Unidos intensificaram suas ações no Caribe, realizando 21 ataques a embarcações e resultando em três mortes. Trump justificou a designação do Cartel de los Soles como organização terrorista estrangeira, abrindo caminho para ações contra infraestruturas ligadas a Maduro dentro da Venezuela, embora tenha ponderado: “Isso nos permite fazer isso, mas não dissemos que vamos fazer”.
Em resposta às tensões, Maduro apelou por “paz” aos Estados Unidos, chegando a cantar “Imagine”, de John Lennon, em um evento público. O governo venezuelano critica a mobilização militar dos EUA, acusando Washington de orquestrar uma guerra para justificar uma eventual invasão. Maduro também deu um “ultimato” aos EUA: “Deixem a Venezuela em paz”.
Apesar da abertura ao diálogo, Trump reiterou as acusações contra Maduro, associando-o a redes de narcotráfico, o que o líder venezuelano nega veementemente. Trump evitou comentar sobre a necessidade de aprovação do Congresso para ações militares na Venezuela, afirmando que o envolvimento do legislativo é desejável, mas não imprescindível.
Fonte: http://www.metropoles.com