Tensão na Venezuela: Trinidade e Tobago nega uso de seu território para ataques dos EUA

Tensão na Venezuela: Trinidade e Tobago nega uso de seu território para ataques dos EUA

Tensão na Venezuela: Trinidade e Tobago nega uso de seu território para ataques dos EUA 1024 683 Carlos Fenille

Em meio a crescentes tensões regionais, a primeira-ministra de Trinidade e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, veio a público para negar veementemente que seu país permitirá que os Estados Unidos utilizem seu território como base para qualquer ataque contra a Venezuela. A declaração, divulgada na segunda-feira (18/11), busca dissipar rumores e preocupações sobre a escalada militar na região.

“Os EUA NUNCA solicitaram o uso de nosso território para lançar quaisquer ataques contra o povo da Venezuela”, afirmou a premiê em comunicado. “O território de Trinidade e Tobago NÃO será usado para lançar quaisquer ataques contra o povo da Venezuela”. A firme declaração surge em resposta a críticas da oposição, liderada pelo ex-premiê Keith Rowley, sobre uma suposta cooperação excessiva com a administração Trump.

Apesar das críticas, Persad-Bissessar destacou que, ironicamente, foi durante a gestão de Rowley que Trinidade e Tobago renovou um acordo de cooperação militar com os Estados Unidos. O Acordo de Estatuto de Forças (SOFA), em vigor desde 2007, exige que o país caribenho coopere com as forças armadas dos EUA em exercícios de treinamento na região.

A polêmica ganha destaque em um momento de intensos exercícios militares conjuntos entre EUA e Trinidade e Tobago, que se iniciaram em 16 de novembro e têm previsão de término para o dia 21. A presença militar americana na região tem gerado forte reação do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que ordenou mobilização geral no país.

Maduro vê a movimentação militar como uma ameaça direta à soberania venezuelana. Os EUA, por sua vez, justificam a presença militar na região como parte de uma operação para combater o “narcoterrorismo”, termo que Washington utiliza para vincular o tráfico de drogas ao terrorismo, abrindo caminho para possíveis intervenções militares sob o pretexto da “guerra contra o terror”. O cerco militar, com navios de guerra, caças F-35 e o porta-aviões USS Gerald R. Ford, intensifica ainda mais as preocupações com um possível conflito na região.

Fonte: http://www.metropoles.com

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