Um devastador ataque russo, orquestrado com uma combinação letal de drones e mísseis, ceifou a vida de 25 pessoas na cidade ucraniana de Ternopil, nesta quarta-feira (19/11). Entre as vítimas, a dor se intensifica com a confirmação de que três crianças perderam suas vidas no ataque. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia denuncia que os alvos deliberados foram edifícios residenciais, instalações de energia e infraestrutura de transporte, evidenciando a brutalidade do ataque.
Além das vítimas fatais, o cenário é de desespero, com pessoas presas sob os escombros e dezenas de feridos na cidade e em regiões vizinhas. O ministro Andrii Sybiha anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (20/11), buscando justiça e uma resposta internacional enérgica. “Exigimos condenação, justiça e respostas enérgicas”, declarou o ministro, ressaltando a urgência da situação.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky descreveu a cena como um ataque que atingiu “prédios residenciais de nove andares, que resultaram em incêndios”. Em suas redes sociais, Zelensky informou que “todos os serviços necessários estão atuando no local, tentando salvar cada vida. Até agora, sabe-se que dezenas ficaram feridas”. Ele também mencionou um ataque massivo em Kharkiv na noite anterior, ampliando o quadro de violência.
Em um esforço para fortalecer a cooperação, Zelensky revelou ter conversado com o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, sobre “informações de seus órgãos de segurança e inteligência sobre os recentes atos de sabotagem na ferrovia polonesa”. Ambos os líderes concordaram em criar um grupo ucraniano-polonês para prevenir futuras ações russas, demonstrando uma união contra a agressão.
O ataque russo ocorre em meio a um contexto de escalada no conflito. No dia anterior, a Ucrânia confirmou o uso de mísseis balísticos ATACMS, fornecidos pelos Estados Unidos, contra alvos militares em território russo. Em resposta, o Ministério da Defesa da Rússia alegou que o ataque massivo foi uma retaliação a “ataques terroristas da Ucrânia contra alvos civis no território da Rússia”.
Fonte: http://www.metropoles.com