Trump Surpreende ao Defender Vistos de Trabalho e Afirma: ‘Precisamos Deles’

Trump Surpreende ao Defender Vistos de Trabalho e Afirma: ‘Precisamos Deles’

Trump Surpreende ao Defender Vistos de Trabalho e Afirma: ‘Precisamos Deles’ 1024 683 Carlos Fenille

Em um movimento que desafia as expectativas e pode gerar controvérsia dentro de sua base de apoio, o ex-presidente Donald Trump declarou a necessidade de vistos para trabalhadores estrangeiros altamente qualificados. A admissão ocorreu durante um evento de investimento EUA-Arábia Saudita em Washington, contrariando o discurso de priorização da mão de obra americana que marcou seu governo.

A mudança de tom de Trump surge em meio a crescentes preocupações sobre a capacidade dos Estados Unidos de atender à demanda por profissionais especializados em setores-chave. Ele argumentou que indústrias como a de construção de fábricas e usinas de alta tecnologia dependem fortemente de trabalhadores com habilidades que não estão disponíveis em quantidade suficiente no mercado interno. “Não dá para abrir uma fábrica gigantesca de chips de computador por bilhões de dólares, como no Arizona, e achar que vai contratar pessoas desempregadas para operá-la”, justificou.

O republicano reconheceu que sua postura pode gerar críticas e até mesmo impactar seu apoio entre os conservadores mais linha-dura, que tradicionalmente se opõem à ampliação de programas de vistos como o H-1B. No entanto, Trump se mostrou disposto a correr o risco, enfatizando a importância de garantir que projetos bilionários não sejam inviabilizados pela falta de mão de obra qualificada. “As pessoas que são contra isso são muito inteligentes, patriotas incríveis, mas não entendem”, declarou, demonstrando convicção em sua nova posição.

Para ilustrar a dependência da indústria americana por trabalhadores estrangeiros, Trump mencionou uma operação do ICE em uma fábrica da Hyundai na Geórgia, onde centenas de contratados sul-coreanos foram detidos. Segundo ele, a situação expôs a necessidade de profissionais qualificados de fora para manter a competitividade do setor. “Disseram para eles saírem. Eu disse: ‘Parem com isso. Não sejam estúpidos’. Resolvemos a situação e agora eles estão ensinando o nosso pessoal a fazer isso”, relatou, evidenciando uma mudança de abordagem em relação à questão da imigração e da mão de obra estrangeira.

Fonte: http://www.metropoles.com

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