A China expressou forte oposição às recentes ameaças dos Estados Unidos contra a Venezuela, intensificando a tensão diplomática entre as potências. Em coletiva de imprensa, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, reiterou a posição do país contra qualquer forma de intervenção externa nos assuntos internos venezuelanos. A declaração surge em meio a crescente preocupação internacional com a escalada das tensões na América Latina.
“Opomo-nos à interferência de forças externas nos assuntos internos da Venezuela, sob qualquer pretexto”, enfatizou Mao Ning, demonstrando o apoio contínuo da China ao governo de Nicolás Maduro. A porta-voz ainda expressou a esperança de que os EUA conduzam uma cooperação jurídica e judicial normal, através de estruturas legais bilaterais e multilaterais. O objetivo seria promover a paz e a estabilidade na América Latina e no Caribe, ao invés de agravar a situação.
A escalada de tensões se intensificou nos últimos meses, com o aumento da presença militar dos EUA na região. O presidente Donald Trump ordenou uma ofensiva militar na América Latina, alegando o combate ao tráfico de drogas. Navios de guerra, porta-aviões, caças F-35 e fuzileiros navais foram mobilizados para a área, realizando exercícios frequentes em países aliados às políticas de Washington.
Desde o início da ofensiva, cerca de 21 ataques foram realizados contra embarcações no Caribe e no Pacífico, supostamente envolvidas no transporte de drogas para os EUA. Contudo, o governo norte-americano ainda não divulgou provas concretas que confirmem essa ligação, levantando questionamentos sobre a legitimidade das ações. O Pentágono recentemente lançou a “Operação Lança do Sul”, com o objetivo de intensificar o combate aos cartéis de drogas na região, alguns classificados como “organizações terroristas internacionais”.
Em meio a essa movimentação, Nicolás Maduro se tornou um dos principais alvos das ameaças dos EUA. O líder venezuelano é acusado de ser o chefe do cartel de Los Soles, que pode ser classificado como organização terrorista por Washington. Caso essa medida se concretize, os EUA terão mais respaldo para realizar operações em território venezuelano, o que poderia impactar diretamente o governo de Maduro.
Fonte: http://www.metropoles.com