Estádio Juscelino Kubitschek: Um Legado Desrespeitado às Vésperas do Candangão 2026

Estádio Juscelino Kubitschek: Um Legado Desrespeitado às Vésperas do Candangão 2026

Estádio Juscelino Kubitschek: Um Legado Desrespeitado às Vésperas do Candangão 2026 1024 683 Carlos Fenille

A poucos dias do pontapé inicial do Candangão 2026, o **Metrópoles** continua sua série de reportagens sobre a infraestrutura esportiva do Distrito Federal. Após revelar as precariedades do estádio Ciro Machado, a atenção se volta agora para o estádio Juscelino Kubitschek, no Paranoá, que será palco de jogos importantes no cenário local e nacional.

O estádio JK, como é conhecido, será a casa do Capital na temporada de 2026, que disputará a Copa do Brasil, a Copa Verde e o Brasileirão Série D. No entanto, uma visita da equipe do **Metrópoles** revelou um cenário preocupante, com sérias deficiências de segurança e infraestrutura.

A segurança dos torcedores é um dos pontos críticos. As divisórias entre as torcidas, feitas de grades de metal, mostram-se frágeis e facilmente vulneráveis a atos de vandalismo. Além disso, a presença de entulho e materiais de construção soltos no estádio representa um risco iminente de violência.

“O local tem separação de torcidas, feita por grades de metal, mas que não oferece a proteção que é necessária, uma vez que podem ser removidas com facilidade por vândalos”, constatou a reportagem. Materiais como pedaços de concreto, tijolos e barras de ferro podem ser facilmente usados como armas.

As condições sanitárias também são alarmantes. Os banheiros são escassos e precários, especialmente para a torcida visitante, que conta com apenas um banheiro masculino e um feminino, compartilhados com pessoas com deficiência. A falta de higiene e a ausência de manutenção são evidentes.

A iluminação precária é outro problema grave. Com postes baixos e luminárias insuficientes, os jogadores enfrentam dificuldades para enxergar durante os jogos noturnos. A imprensa também sofre com a falta de visibilidade, o que dificulta a cobertura dos eventos.

“A iluminação no período noturno é precária, prejudicando jogadores e imprensa”, ressaltou a equipe do **Metrópoles**. A falta de cobertura nas arquibancadas, a ausência de espaço para a diretoria visitante e as condições inadequadas da tribuna de imprensa completam o quadro de descaso.

A tribuna de imprensa, improvisada em uma varanda, carece de estrutura adequada, com profissionais tendo que improvisar mesas e cadeiras. A falta de proteção contra sol e chuva danifica equipamentos eletrônicos e põe em risco o trabalho da mídia.

Os vestiários também deixam a desejar, com a arbitragem tendo que dividir espaço com as comissões técnicas. A falta de ilhas de hidratação e a presença de apenas um bar para os torcedores da casa são mais sinais de negligência.

O gramado irregular, com ondulações e pragas, compromete a qualidade do jogo e aumenta o risco de lesões. Diante desse cenário, a Federação de Futebol do Distrito Federal é questionada pela falta de rigor na escolha de estádios que não atendem aos requisitos mínimos de segurança e qualidade.

Fonte: http://www.metropoles.com

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