Em meio a tensões com EUA, Maduro dança ao som de protesto anti-guerra e convoca jovens a união

Em meio a tensões com EUA, Maduro dança ao som de protesto anti-guerra e convoca jovens a união

Em meio a tensões com EUA, Maduro dança ao som de protesto anti-guerra e convoca jovens a união 1024 683 Carlos Fenille

Em um momento de crescente tensão com os Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro participou de uma marcha em homenagem ao Dia do Estudante, em Caracas, na última sexta-feira (21/11). Maduro recebeu apoiadores no palácio de Miraflores e, durante o evento, surpreendeu ao dançar ao som de uma música com forte mensagem contra a guerra.

A performance do presidente ocorreu em meio a um cenário de mobilização militar no Caribe, com Maduro acusando repetidamente Washington de planejar derrubar seu governo. O gesto inusitado buscou transmitir uma mensagem de paz, contrastando com as recentes declarações e ações dos Estados Unidos na região. Um vídeo do momento viralizou nas redes sociais.

Durante o ato, Maduro aproveitou a oportunidade para convocar jovens venezuelanos a buscarem contato com movimentos estudantis nos Estados Unidos. Segundo o líder chavista, o objetivo seria “unificar esforços” contra as supostas ameaças dirigidas a Caracas. Maduro expressou seu desejo de uma Venezuela em paz e festiva, rejeitando qualquer possibilidade de conflito armado na região.

A música que embalou a dança de Maduro continha versos simples, porém incisivos: “Sem guerra, sem guerra louca, não, não, não. Como se diz em inglês? Peace, peace, yes, peace. Guerra, não. Só paz. Paz para sempre.” A escolha da canção reforça a mensagem de paz que o presidente venezuelano busca transmitir em meio às turbulências geopolíticas.

As tensões entre Venezuela e Estados Unidos se intensificaram nos últimos dias, especialmente após a Casa Branca anunciar que o Cartel de los Soles será designado como uma organização terrorista estrangeira a partir de segunda-feira (24/11). Anteriormente, Trump afirmou que essa medida daria aos militares dos EUA a capacidade de atacar bens e a infraestrutura de Maduro dentro do país, embora tenha ressalvado que essa ação não estava confirmada.

Fonte: http://www.metropoles.com

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