A investigação sobre o trágico incêndio que consumiu o complexo habitacional Wang Fuk Court, em Hong Kong, e resultou na morte de 128 pessoas, ganha novos contornos. A Comissão Independente Contra a Corrupção da China (ICAC) anunciou a criação de uma força-tarefa para apurar possíveis atos de corrupção relacionados à tragédia, deflagrando uma série de novas prisões.
Na sexta-feira, oito novos suspeitos foram detidos, elevando o número total de presos para onze. Entre os detidos estão consultores, subempreiteiros de andaimes e intermediários envolvidos no projeto de renovação do complexo residencial, segundo informações divulgadas pela ICAC. Os bombeiros locais, após 43 horas de combate incessante às chamas, conseguiram extinguir o fogo.
“Estamos comprometidos em investigar a fundo todas as possíveis irregularidades que possam ter contribuído para essa terrível tragédia”, declarou um porta-voz da ICAC. A polícia local já havia prendido três executivos da construtora responsável pelas obras na quinta-feira, indicando que a investigação se concentra nas práticas de construção e nas medidas de segurança adotadas.
A tragédia, que ocorreu na quarta-feira, teve início em andaimes de bambu instalados ao redor do conjunto habitacional Wang Fuk Court, que passava por reformas. Entre as vítimas fatais, há um bombeiro, elevando o luto e a comoção em Hong Kong. Mais de 70 pessoas permanecem hospitalizadas e um número considerável ainda é considerado desaparecido.
As autoridades continuam a investigar as causas do incêndio e a extensão da corrupção que pode ter facilitado a sua ocorrência. Documentos da obra e extratos bancários foram apreendidos em mandados de busca e apreensão realizados em escritórios e residências dos detidos, demonstrando o empenho das autoridades em esclarecer todos os aspectos desta investigação.
Fonte: http://www.metropoles.com