Autoridades dos Estados Unidos e da Ucrânia se reuniram neste domingo na Flórida para debater novas propostas diplomáticas com o objetivo deFindar a guerra iniciada pela invasão russa em fevereiro de 2022. O encontro ocorre em um contexto de prolongado desgaste do conflito, aumento das baixas civis e militares e crescente pressão internacional por uma solução negociada para o impasse.
A delegação americana foi composta por figuras de peso como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump. Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança da Ucrânia, liderou a comitiva ucraniana nas discussões.
Umerov ressaltou que a delegação ucraniana viajou aos EUA com a missão de negociar “passos rumo a uma paz justa”. Rubio, por sua vez, enfatizou que o objetivo das conversas vai além do encerramento do conflito, buscando garantir que qualquer acordo preserve a soberania e a independência da Ucrânia, oferecendo ao país “uma oportunidade de prosperidade real”.
O centro das negociações gira em torno de uma proposta em 28 pontos elaborada pelos Estados Unidos após conversas preliminares com a Rússia. No entanto, o plano enfrenta críticas por supostamente favorecer interesses russos, particularmente em relação a possíveis concessões territoriais. Representantes ucranianos e europeus têm expressado preocupações e pressionado por uma revisão dos termos.
A reunião na Flórida ocorre em um momento de intensa pressão sobre Kiev, que enfrenta desafios no campo de batalha e depende cada vez mais do apoio militar e financeiro de seus aliados. Paralelamente, setores da diplomacia europeia instam Washington a assumir um papel mais ativo na mediação com Moscou, diante do risco de prolongamento indefinido da guerra. A expectativa é que uma delegação americana viaje a Moscou nos próximos dias para apresentar uma versão revisada do plano às autoridades russas.
Fonte: http://www.metropoles.com