Em resposta ao trágico incêndio que assolou um complexo residencial em Hong Kong, resultando em 151 mortes, a China anunciou uma rigorosa campanha de inspeção em edifícios altos em todo o país. A Comissão de Segurança do Trabalho do Conselho de Estado chinês emitiu um comunicado oficial no sábado (29/11), detalhando o plano para identificar e mitigar riscos de incêndio em construções elevadas. A medida visa evitar que tragédias semelhantes se repitam.
O incêndio, ocorrido na última quarta-feira (26/11), consumiu o complexo habitacional Wang Fuk Court, em Hong Kong. Investigações preliminares apontam que as chamas se propagaram rapidamente através dos andaimes de bambu e redes de náilon utilizados na reforma do edifício. A velocidade com que o fogo se alastrou levantou sérias questões sobre a segurança dos materiais utilizados na construção e manutenção de edifícios altos.
A inspeção abrangerá edifícios civis de grande altura, incluindo residenciais, escritórios, serviços de saúde e estabelecimentos comerciais. O foco principal estará na identificação de materiais combustíveis em sistemas de isolamento de fachadas, principalmente aqueles instalados durante reformas recentes. A presença de itens inflamáveis e outros materiais combustíveis também será rigorosamente avaliada.
Além disso, as autoridades chinesas também verificarão a integridade e funcionalidade dos sistemas de combate a incêndio, como hidrantes internos e externos, e sprinklers automáticos. A Comissão de Segurança do Trabalho enfatizou a importância de garantir que esses sistemas estejam em perfeito estado de funcionamento, com água e pressão adequadas. A negligência na manutenção desses equipamentos pode ter contribuído para a rápida propagação do incêndio em Hong Kong.
Até o momento, 13 pessoas foram presas sob suspeita de homicídio culposo em conexão com o incêndio em Hong Kong. A investigação criminal corre em paralelo com as inspeções de segurança, visando responsabilizar os culpados pela tragédia e garantir que todas as medidas necessárias sejam tomadas para evitar futuros desastres.
Fonte: http://www.metropoles.com