Gaza: Israel Admite Mortes em Rafah Durante Operações Contra Túneis, Abalando Cessar-Fogo

Gaza: Israel Admite Mortes em Rafah Durante Operações Contra Túneis, Abalando Cessar-Fogo

Gaza: Israel Admite Mortes em Rafah Durante Operações Contra Túneis, Abalando Cessar-Fogo 1024 683 Carlos Fenille

As Forças de Defesa de Israel (IDF) revelaram ter matado pelo menos 40 pessoas na região leste de Rafah, sul da Faixa de Gaza, nos últimos 40 dias. A informação foi divulgada no domingo (30/11), levantando questões sobre a efetividade do cessar-fogo mediado internacionalmente. Segundo o exército israelense, as ações visaram a “desmantelar rotas de túneis subterrâneos utilizadas por terroristas e eliminar os combatentes do Hamas”.

O anúncio da IDF veio acompanhado de um vídeo, divulgado em sua conta oficial no Twitter, com o título “Novas imagens da perseguição aos terroristas do Hamas”. A publicação detalha que as tropas israelenses realizaram uma “operação concentrada” na área de Rafah, com o objetivo declarado de destruir os túneis e eliminar os militantes que neles se escondiam. No mesmo dia da divulgação, Israel também informou ter matado quatro indivíduos que emergiam desses túneis, alegando que todos eram terroristas.

O cessar-fogo entre Israel e o Hamas, assinado em 10 de outubro e mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, tinha como objetivo a paralisação imediata das hostilidades. O acordo, celebrado como um avanço diplomático, foi anunciado pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, a realidade no terreno tem demonstrado o contrário, com relatos contínuos de violência e mortes.

Apesar do acordo de cessar-fogo, a violência persistiu, com mais de 350 palestinos mortos e 909 feridos em ataques israelenses desde o anúncio da trégua, de acordo com o Ministério da Saúde Palestino. A situação levanta sérias dúvidas sobre a durabilidade do acordo e a capacidade de garantir a segurança da população civil em Gaza. “O cessar-fogo era para trazer paz, mas o que vemos é um ciclo contínuo de violência”, lamentou um representante da ONU em recente comunicado.

Em meio a essa instabilidade, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a segunda fase de um plano, em 17 de novembro, com 13 votos a favor e duas abstenções (China e Rússia). Essa fase autoriza, até 2027, a entrada de uma força internacional de estabilização, com a missão de garantir a segurança, supervisionar as fronteiras, coordenar a ajuda humanitária e conduzir o processo de desmilitarização do território.

Fonte: http://www.metropoles.com

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