Reinaldo, Ídolo do Atlético-MG, Reconhecido e Indenizado por Perseguição Durante a Ditadura

Reinaldo, Ídolo do Atlético-MG, Reconhecido e Indenizado por Perseguição Durante a Ditadura

Reinaldo, Ídolo do Atlético-MG, Reconhecido e Indenizado por Perseguição Durante a Ditadura 1024 683 Carlos Fenille

A Comissão de Anistia do Governo Federal concedeu anistia e indenização de R$ 100 mil a Reinaldo, ex-jogador e ídolo do Atlético Mineiro, em reconhecimento à perseguição política que sofreu durante o regime militar. O evento de reparação ocorreu em Brasília, marcando um momento importante na busca por justiça e memória. A decisão, unânime, valida as denúncias de um dos maiores artilheiros da história do futebol brasileiro.

Reinaldo, conhecido por sua postura combativa dentro e fora dos campos, relatou a perseguição que o impediu de alcançar todo o seu potencial. “A campanha de difamação e a perseguição política me tiraram muitas oportunidades”, afirmou o ex-atacante, mencionando a não convocação para a Copa do Mundo de 1982 como um dos exemplos mais emblemáticos. Ele sempre foi muito ativo politicamente e sua carreira acabou sendo impactada por isso.

Documentos revelam que Reinaldo foi monitorado pelo Sistema Nacional de Informações (SNI), o temido órgão de repressão da ditadura. Além disso, sofreu pressões de generais que comandavam a Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a antiga CBF. A relatora da anistia, Rita Maria de Miranda Sipahi, garantiu que a indenização será paga em parcela única.

A perseguição a Reinaldo se intensificou devido a seus protestos contra a ditadura, que marcava seus gols com o punho cerrado erguido, gesto associado ao movimento Panteras Negras. Esse ato de rebeldia incomodava os militares, que viam no jogador uma ameaça à ordem estabelecida. Reinaldo, dessa forma, unia esporte e resistência, tornando-se um símbolo da luta por democracia.

Reinaldo, o “Rei”, é uma lenda do Atlético-MG, clube pelo qual disputou 475 partidas e marcou 255 gols. Sua trajetória vitoriosa inclui títulos como a Taça Minas Gerais (1975 e 1976) e diversos Campeonatos Mineiros (1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983 e 1985). Agora, seu legado ganha mais um capítulo com o reconhecimento e a reparação pelos anos de injustiça sofridos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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