O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica contra a Venezuela nesta terça-feira (2/12), acenando com a possibilidade de intervenções terrestres “muito em breve”. A declaração, feita durante uma reunião com seu gabinete, reacende o debate sobre a política externa americana em relação ao país sul-americano e seu governo liderado por Nicolás Maduro. As palavras de Trump vieram acompanhadas de novas críticas e acusações de “narcoterrorismo” na região.
Trump afirmou que os Estados Unidos estão empenhados em combater os cartéis latino-americanos, mas indicou que medidas adicionais estão sendo consideradas. Ao abordar a questão, o presidente disse: “E vamos fazer por terra também. Vamos atacar muito em breve. E quando começarmos a atacar por terra, os números vão cair muito, e poderemos viver sem medo do filho ou da filha tomar um comprimido e morrer em 60 segundos.” A declaração sugere uma possível escalada no envolvimento americano na região.
O foco central das operações, segundo Trump, continua sendo a Venezuela. O presidente acusou o país de enviar “traficantes, assassinos, narcoterroristas” para os Estados Unidos. A retórica de Trump, portanto, reforça a narrativa de uma ameaça externa proveniente da Venezuela, justificando a necessidade de uma ação mais incisiva por parte do governo americano.
Embora o presidente não tenha detalhado a natureza ou o momento exato de possíveis ataques terrestres, a declaração intensificou as preocupações sobre uma possível escalada militar na região. A comunidade internacional aguarda para ver como essas declarações se traduzirão em ações concretas e qual será o impacto sobre a já instável situação política e humanitária na Venezuela.
Fonte: http://www.metropoles.com