PF tenta recurso da AGU contra determinação do ministro Dias Toffoli, mas pedido é recusado e disputa jurídica se intensifica

Polícia Federal busca apoio da AGU para contestar decisão de Toffoli sobre perícia no inquérito do Banco Master, mas é negada.
Negativa da AGU ao pedido da Polícia Federal para recurso contra decisão
A Polícia Federal buscou, em 16 de janeiro de 2026, o apoio jurídico da Advocacia-Geral da União para impetrar recurso contra a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, que nomeou os peritos responsáveis pela perícia no inquérito do Banco Master. No entanto, a AGU recusou-se a representar a União nesse recurso, orientando que a corporação protocole diretamente sua contestação no STF. Essa negativa gerou desconforto na Polícia Federal e alimenta uma disputa jurídica intensa em torno da investigação.
Impactos da decisão de Toffoli no andamento da investigação Banco Master
A decisão do ministro Toffoli autorizou quatro peritos indicados pela Polícia Federal a terem acesso integral ao material apreendido no inquérito, enquanto determinou que a Procuradoria-Geral da República acompanhasse os trabalhos periciais. Inicialmente, o material estava sob custódia do STF, mas foi transferido para a PGR. A PF alertou sobre riscos à apuração, o que resultou na autorização para o acesso direto dos peritos. Além disso, Toffoli reduziu o prazo para os depoimentos dos investigados de cinco para dois dias consecutivos, alegando restrições de pessoal e espaço no STF e cobrando maior empenho da PF no cumprimento dos prazos.
Contexto da investigação e perfil do principal investigado
O inquérito, mantido sob sigilo pelo STF, apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, que é o principal alvo da operação Compliance Zero. A fase inicial da operação, em novembro, levou à prisão de sete pessoas, incluindo Vorcaro, que foi detido ao tentar deixar o país, mas posteriormente liberado por decisão judicial. A complexidade e relevância da investigação têm motivado pressões por celeridade e rigor, refletidas nas decisões judiciais e na atuação da Polícia Federal.
Desafios operacionais e pressões institucionais enfrentadas pela Polícia Federal
A Polícia Federal enfrenta dificuldades internas, como limitações de pessoal e espaço para realizar os depoimentos no STF, o que motivou a redução dos prazos. Paralelamente, a corporação lida com cobranças públicas do ministro Toffoli, que atribui atrasos a uma suposta falta de empenho. Essa situação evidencia um cenário de tensão entre o órgão policial e o Judiciário, com implicações para o ritmo da investigação e para a proteção do Sistema Financeiro Nacional.
Perspectivas e consequências da disputa judicial para a apuração do caso Banco Master
A rejeição do recurso pela AGU e o encurtamento dos prazos estabelecidos pelo STF podem comprometer a dinâmica da investigação, considerada estratégica para o combate a fraudes financeiras. A disputa jurídica envolvendo a perícia e as decisões judiciais ressalta a complexidade do caso e a necessidade de equilíbrio entre rapidez e eficiência nas apurações. O desenrolar desse conflito terá impacto direto sobre a credibilidade das instituições envolvidas e sobre o sucesso da operação Compliance Zero.
Fonte: folhadecuritiba.com.br