Práticas simples como tratamento e cobertura prolongam uso da água e previnem impactos no abastecimento

Consumo excessivo de água com piscinas plásticas pode ser reduzido com tratamentos e coberturas que evitam desperdício e protegem o abastecimento.
Impacto do consumo excessivo de água com piscinas plásticas no abastecimento urbano
O consumo excessivo de água com piscinas plásticas é um problema frequente durante o verão, especialmente em residências que adotam o hábito de esvaziar e reencher as piscinas diariamente. Essa prática, conforme destacado pelo diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, pode causar baixa pressão e até desabastecimento em sistemas públicos de água. Para se ter uma ideia, o desperdício de uma única piscina de 5 mil litros trocada duas vezes num fim de semana equivale ao consumo de água de uma família de quatro pessoas por 15 dias. O consumo excessivo de água com piscinas plásticas, portanto, tem consequências coletivas relevantes, exigindo conscientização e mudanças de comportamento.
Estratégias recomendadas para reduzir o desperdício e prolongar a vida útil da água
A Sanepar recomenda medidas simples e econômicas para evitar o desperdício de água com piscinas plásticas. Uma das principais orientações é o tratamento da água com hipoclorito, presente na água sanitária doméstica. A aplicação diária de uma colher de sopa de água sanitária para cada 1.000 litros de piscina ajuda a inibir a proliferação de algas e bactérias, mantendo a água limpa por mais tempo, o que reduz a necessidade de troca frequente. Esse tratamento deve ser feito preferencialmente à noite, quando a piscina não está em uso, e pode ser repetido a cada quatro dias desde que a água não esteja contaminada por sujeiras visíveis.
A importância da cobertura das piscinas para a conservação da água
Cobrir as piscinas plásticas quando não utilizadas é outra medida eficaz para evitar o consumo excessivo de água. A cobertura impede a entrada de folhas, insetos e outros detritos, além de reduzir a incidência de luz solar, que estimula o crescimento de algas. Essa prática também contribui para impedir que a piscina se torne um criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. A simples ação de cobrir a piscina complementa o tratamento químico e prolonga a qualidade da água, diminuindo a frequência de trocas e o volume de água necessário para o reabastecimento.
Cuidados técnicos e manutenção de piscinas fixas e infláveis
Além das dicas para piscinas plásticas e infláveis, as piscinas fixas demandam manutenção periódica realizada por profissionais especializados para garantir a qualidade da água. Isso inclui limpeza, verificação dos sistemas de filtragem e aplicação adequada de produtos químicos. Já para as piscinas infláveis, o foco está no tratamento da água e na proteção contra a sujeira e exposição solar excessiva. Essa abordagem integrada contribui para evitar o consumo desnecessário de água e melhora a sustentabilidade do uso do recurso hídrico em ambientes residenciais.
Recomendações para horários de enchimento e complementação da água
Para minimizar o impacto no sistema público de abastecimento, a Sanepar orienta que o enchimento ou complementação do nível das piscinas seja realizado fora dos horários de pico de consumo, preferencialmente antes das 10 horas da manhã ou após as 22 horas. Essa estratégia ajuda a equilibrar a demanda e prevenir sobrecargas nas redes de distribuição, garantindo maior eficiência no fornecimento de água para toda a população. A adoção dessas práticas coletivas é fundamental para preservar um recurso essencial e evitar transtornos à comunidade.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: Arquivo Pessoal