Downburst provoca estragos e é detalhado pelo Simepar no Paraná

Downburst provoca estragos e é detalhado pelo Simepar no Paraná

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Fenômeno meteorológico atinge Campina Grande do Sul e regiões do Sudoeste com fortes ventos e chuva intensa

Downburst provoca estragos e é detalhado pelo Simepar no Paraná
Imagem mostra área afetada por downburst em Campina Grande do Sul

O downburst no Paraná causou danos localizados e foi investigado pelo Simepar com tecnologias avançadas.

Investigação detalhada do downburst no Paraná e análise do Simepar

O fenômeno de downburst no Paraná foi registrado na tarde de terça-feira, 17 de fevereiro, em Campina Grande do Sul, durante uma forte tempestade acompanhada de intensa chuva e rajadas de vento. O Simepar liderou a investigação que esclareceu a dinâmica do evento, descartando a ocorrência de tornados e confirmando tratar-se de uma microexplosão, também chamada microburst. O coordenador de operações Marco Jusevicius e o gerente José Eduardo Gonçalves estiveram na região para sobrevoos com drone e análise de danos.

Características do downburst e distinção de tornados

O downburst no Paraná provocou rajadas de vento que se espalham lateralmente em movimento divergente, diferente do movimento convergente dos ventos em tornados. Segundo Marco Jusevicius, o fenômeno ocorre quando a chuva dentro da nuvem colapsa em direção ao solo, precipitando grande volume de água e arrastando o ar, gerando ventos fortes devastadores em áreas muito pequenas, inferiores a 4 km, caracterizando o microburst. Estes eventos podem causar danos comparáveis aos de tornados, mas com padrões distintos de dispersão de vento.

Impactos em Campina Grande do Sul e uso de tecnologia para mapeamento

No caso de Campina Grande do Sul, a chuva totalizou 59,6 mm entre 17h e 21h, sendo 46 mm em apenas 30 minutos. Uma rajada de vento destruiu o telhado de um conjunto comercial próximo à BR-116, atingindo veículos, mas sem feridos. Para mapear os danos, o Simepar utilizou um drone equipado com sensor de geointeligência que sobrevoou uma área de 180 hectares, realizando mapeamento preciso em 40 minutos. Além disso, foram coletados testemunhos e imagens de moradores para complementar o estudo.

Eventos semelhantes no Sudoeste do Paraná com fortes rajadas de vento

Na quarta-feira seguinte, 18 de fevereiro, o Sudoeste do Paraná enfrentou tempestades severas em cidades como Maripá, Manoel Ribas, Realeza, Jardim Alegre e Quedas do Iguaçu. Os ventos atingiram entre 60 km/h e 70 km/h, provocando quedas de árvores, destelhamentos e danos em silos e barracões. A análise do Simepar indicou a ocorrência de downburst nestas regiões, com comportamento similar ao evento em Campina Grande do Sul, reforçando a presença desse tipo de fenômeno na primavera e verão paranaenses.

Contexto meteorológico da primavera e verão no Paraná e ocorrência de tempestades severas

A primavera e o verão são estações marcadas por tempestades frequentes no Paraná, geralmente intensificadas no período de maior aquecimento do dia. Em 2026, a faixa oeste do estado enfrentou calor intenso seguido de tempestades localizadas, incluindo episódios de downburst. Conforme explica a equipe do Simepar, os fenômenos meteorológicos severos no estado apresentam diversidade, com registros de tornados e microexplosões, exigindo monitoramento rigoroso para mitigação de riscos e proteção da população.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

Fonte: m mostra área afetada por downburst em Campina Grande do Sul

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