Projeto Aquarela apresenta trabalho de musicoterapia do Caps III em sessão da Câmara de Vereadores

Projeto Aquarela apresenta trabalho de musicoterapia do Caps III em sessão da Câmara de Vereadores

Projeto Aquarela apresenta trabalho de musicoterapia do Caps III em sessão da Câmara de Vereadores 1000 667 Carlos Fenille

Banda formada por pacientes do serviço de saúde mental levou música, protagonismo e integração à sessão ordinária desta terça-feira, 25

Os pacientes de musicoterapia do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III de Maringá apresentaram, na manhã desta terça-feira, 25, o Projeto Aquarela para vereadores e visitantes durante a sessão ordinária da Câmara Municipal. A iniciativa destacou a música como ferramenta terapêutica de expressão, autonomia e reinserção psicossocial.

 

Desenvolvido pela Secretaria de Saúde, o projeto é uma das ações terapêuticas da unidade, que atende entre 1 mil e 1,2 mil pessoas por mês e mantém 75 grupos terapêuticos. A Banda Aquarela reúne pacientes que escolhem o próprio repertório e participam da organização das apresentações, fortalecendo vínculos e autoestima. O nome do grupo representa a diversidade e a pluralidade dos integrantes.

 

Moacir Borges Carvalho, de 55 anos, é um dos integrantes da banda e contou que a rotina de atividades e a música são fundamentais no tratamento.“Manter a mente ocupada é o que me traz descanso e paz. A música me ajuda muito a relaxar e tocar violão é algo que aprendi aqui em Maringá. Ter uma atividade e seguir o tratamento faz toda a diferença para eu me sentir bem”.

 

A diretora do Caps III, Aracéles Frasson, destacou os benefícios do projeto aos pacientes. “A musicalização desperta a sensibilidade, estimula expressão de emoções e auxilia na elaboração de memórias. É uma linguagem que favorece o desenvolvimento dos nossos pacientes e evidencia o potencial de cada um deles”.

 

O psicólogo Fúlvio César Casemiro, que coordena o grupo, explicou que a música funciona como uma ferramenta clínica de elaboração psíquica e de protagonismo dos participantes. “As canções são escolhidas pelos próprios pacientes porque carregam significados pessoais e histórias de vida. As apresentações fora do Caps ampliam esse processo terapêutico, fortalecendo a autonomia, a socialização e a reinserção psicossocial”.

 

O secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, reforçou o compromisso do município para a ampliação de ações humanizadas em saúde mental. “O Caps III é um serviço de referência porque oferece cuidado integral durante 24 horas e promove oportunidades para que os pacientes recuperem autonomia, dignidade e qualidade de vida”.

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