Paço Municipal de Maringá recebe projetos vencedores de concurso nacional da Casa da Mulher Indígena

Paço Municipal de Maringá recebe projetos vencedores de concurso nacional da Casa da Mulher Indígena

Paço Municipal de Maringá recebe projetos vencedores de concurso nacional da Casa da Mulher Indígena 1000 667 Carlos Fenille

Mostra reúne as três propostas classificadas no concurso de arquitetura e amplia o debate sobre acolhimento, cultura e território

O Paço Municipal de Maringá recebe até 10 de outubro os três projetos vencedores do concurso nacional de arquitetura para a Casa da Mulher Indígena (CAMI). As propostas apresentam soluções para um espaço voltado ao acolhimento, à proteção e à valorização da cultura e dos territórios indígenas.

 

Os trabalhos foram desenvolvidos por escritórios de diferentes regiões do país. O primeiro lugar ficou com a Fernanda Britto Arquitetura e Design e equipe, de São Paulo (SP); o segundo, com a Arquitectura Benedetti, de Santa Maria (RS); e o terceiro, com a Arqconstroi Construtora, de Cuiabá (MT). A avaliação considerou as especificidades dos territórios e as necessidades das mulheres indígenas.

 

Para a diretora-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (IPPLAM), Tânia Verri, a realização da exposição contribui para dar visibilidade a soluções arquitetônicas que respeitam as identidades territoriais e promovem a valorização das mulheres indígenas. “O Paço Municipal é um espaço de todos e acolher esta exposição reforça nosso compromisso em debater a cidade sob a perspectiva da empatia e do respeito às diferentes culturas. Os projetos mostram que o urbanismo deve atender às necessidades reais das pessoas e proteger a memória e o protagonismo dos povos originários”, afirma.

 

O trabalho é promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), por meio do Laboratório Mulheres, Arquitetura e Território, em parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB-DF), a Finatec e o Ministério das Mulheres. As propostas contemplaram diferentes territórios indígenas e biomas brasileiros, entre eles Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal, Pampa e território Yanomami.

 

Para a presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Paraná (IAB-PR) – Núcleo Maringá, Érica Takanashi, a presença dos projetos em um espaço público amplia o acesso da população ao debate sobre Arquitetura e Urbanismo e evidencia a dimensão social da profissão. Ela também ressaltou que as propostas demonstram como projetos arquitetônicos podem considerar aspectos culturais, territoriais, étnico-raciais e de gênero.

 

“A exposição revela, por exemplo, que podemos ter espaços construídos de grande qualidade, representando bem a nossa diversidade cultural e garantindo o nosso bem-estar quando os projetos arquitetônicos são desenvolvidos com um olhar mais atento aos nossos territórios, às relações ali presentes e até mesmo a questões étnico-raciais e de gênero dos usuários”, disse.

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