Projeto proíbe moradia em espaços públicos de Curitiba

Projeto proíbe moradia em espaços públicos de Curitiba

Projeto proíbe moradia em espaços públicos de Curitiba 768 512

Iniciativa busca assegurar uso coletivo e dignidade para pessoas em situação de rua

Projeto proíbe moradia em espaços públicos de Curitiba
Vereador Eder Borges apresenta projeto que proíbe moradia em locais públicos.

Projeto de lei em Curitiba visa proibir moradia em espaços públicos e garantir assistência a pessoas em situação de rua.

Buscando disciplinar o uso de praças, calçadas e vias públicas de Curitiba, o vereador Eder Borges (PL) apresentou um projeto de lei que proíbe a ocupação desses espaços para fins de moradia ou de atividades habituais. A proposta, em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba (CMC), fala em assegurar a ordem urbana e o uso coletivo dos logradouros públicos, com encaminhamento das pessoas em situação de rua à Fundação de Ação Social (FAS) e aos outros serviços municipais de acolhimento.

Intenção do projeto

Segundo Eder Borges, a medida não tem caráter punitivo, mas busca preservar a finalidade dos bens públicos, garantindo dignidade e assistência a quem está em vulnerabilidade. O vereador argumenta que “a ocupação habitual de ruas e praças compromete o uso equitativo dos bens públicos e a convivência pacífica de todos os cidadãos”, motivo pelo qual o texto reforça o papel da FAS e das políticas de acolhimento como instrumentos de proteção à dignidade humana.

Detalhes da proposta

O artigo 1º do projeto de lei diz, textualmente, que “fica vedada a ocupação, por qualquer pessoa, para fins de moradia ou para o exercício de atividades de caráter habitual, nos logradouros públicos”. Consideram-se atividades de caráter habitual aquelas relacionadas ao cotidiano humano, como preparo de alimentos, práticas de higiene pessoal e satisfação de necessidades fisiológicas, entre outras que descaracterizem a finalidade pública do espaço.

Acompanhamento da tramitação

O projeto de lei de Eder Borges, em vez de aplicar penalidades, determina que as pessoas encontradas em situação de ocupação irregular sejam encaminhadas à FAS, órgão responsável por oferecer abrigo e atendimento social. O vereador explica que a proposta visa equilibrar o direito à cidade com o dever de preservar os espaços públicos, evitando riscos à salubridade, segurança e mobilidade urbana. O projeto está em análise pelas comissões temáticas da Câmara de Curitiba e pode ser acompanhado pelo Sistema de Proposições Legislativas.

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