A crise habitacional em Hong Kong força milhares de pessoas a viverem em condições extremas. Conhecidos como “apartamentos-caixão”, esses microapartamentos, muitos sem janelas e com espaço limitado, revelam uma dura realidade. Uma reportagem do Fantástico expôs o cotidiano de indivíduos que enfrentam essa situação em uma das cidades mais densamente povoadas do mundo.
Miss Lee, residente de um desses espaços diminutos, compartilha seu lar com a cachorrinha Bibi, pagando cerca de R$ 1.400 mensais. O ambiente, tomado por sacolas e objetos pessoais, reflete a falta de espaço e a dificuldade de manter uma vida digna. “Morar lá é devastador”, desabafa Miss Lee, evidenciando o impacto emocional da precariedade habitacional.
A professora Betty Xiao Wang, da Universidade de Hong Kong, aponta a combinação de especulação imobiliária e precarização do trabalho como a raiz do problema. Ela destaca a falta de alternativas para essa população vulnerável: “Se o governo proibisse completamente, para onde iriam?”, questiona, levantando a complexidade da questão social.
Mr. Tang, que divide um apartamento de apenas nove metros quadrados com um amigo, sonha com um lar mais espaçoso e confortável. Seu desejo é ter “um banheiro em que eu consiga entrar de frente. Uma cozinha. Um espaço para colocar uma cadeira e uma mesa ao lado da cama”. A busca por dignidade e privacidade resume a luta diária de muitos em Hong Kong.
Fonte: http://www.metropoles.com