Afeganistão Abalado Novamente: Forte Terremoto Ataca Região Já Devastada

Afeganistão Abalado Novamente: Forte Terremoto Ataca Região Já Devastada

Afeganistão Abalado Novamente: Forte Terremoto Ataca Região Já Devastada 1024 654 Carlos Fenille

Apenas dois meses após um terremoto devastador que ceifou a vida de mais de 2.200 pessoas, o Afeganistão enfrenta um novo golpe. Um forte tremor de magnitude 6.3 atingiu o país na noite deste domingo, reacendendo o pânico e a apreensão em comunidades que ainda se recuperam da tragédia anterior. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou a magnitude do abalo, que superou a força do terremoto de agosto.

O epicentro do terremoto foi localizado a cerca de 22 quilômetros de Khulm, na província de Balkh, no norte do Afeganistão. Moradores da capital Cabul também sentiram o tremor, que causou cenas de pânico e relatos de danos em construções, principalmente nas mais frágeis. “Ainda não há confirmação de vítimas ou danos significativos”, informou um correspondente local, “mas o medo é palpável”.

A profundidade estimada do tremor, de 28 quilômetros, eleva o potencial de destruição, uma vez que a energia sísmica se propaga com mais intensidade nas camadas superficiais do solo. A situação humanitária no Afeganistão já era crítica antes deste novo desastre, com muitas comunidades remotas ainda isoladas e a ajuda internacional enfrentando dificuldades para alcançar os necessitados.

O Afeganistão está situado em uma região de alta atividade tectônica, o que o torna particularmente vulnerável a terremotos. O tremor de agosto passado devastou as províncias de Kunar, Nangarhar e Laghman, deixando milhares de feridos e destruindo ou danificando mais de 6.700 casas. A resposta humanitária àquela tragédia ainda não foi totalmente concluída, e agora as organizações internacionais temem que a capacidade de resposta seja sobrecarregada diante deste novo desafio.

“Este novo terremoto surge em um momento de extrema fragilidade para o Afeganistão”, alerta um representante de uma ONG internacional que atua na região. “A combinação de desastres naturais, instabilidade política e dificuldades econômicas está colocando a população em uma situação desesperadora. Precisamos de ajuda urgente para evitar uma catástrofe humanitária ainda maior”.

Fonte: http://www.metropoles.com

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