Após polêmica sobre Belém, chanceler alemão aposta em ‘consenso’ com Lula sobre beleza da Alemanha

Após polêmica sobre Belém, chanceler alemão aposta em ‘consenso’ com Lula sobre beleza da Alemanha

Após polêmica sobre Belém, chanceler alemão aposta em ‘consenso’ com Lula sobre beleza da Alemanha 1024 683 Carlos Fenille

Em meio à controvérsia gerada por comentários sobre Belém (PA), o chanceler alemão, Friedrich Merz, tenta agora suavizar o tom. Após declarações que sugeriam descontentamento de jornalistas alemães em Belém durante a COP30, Merz expressou confiança de que o presidente Lula reconhecerá a beleza da Alemanha. O chanceler fez a declaração antes de um encontro previsto entre os dois na Cúpula do G20.

“Tivemos, em Belém, um ótimo encontro pessoal”, afirmou Merz, detalhando um diálogo entre o ministro alemão do Meio Ambiente e Lula. “Pedi a ele que transmitisse minhas cordiais saudações ao presidente. Presumo que teremos mais uma boa conversa na África do Sul, sem qualquer peso ou constrangimento”. A tentativa de aproximação visa superar as críticas geradas por suas falas anteriores.

A polêmica teve início quando Merz, em um discurso no Congresso Alemão do Comércio, comparou o ambiente econômico alemão ao brasileiro. Na ocasião, ele relatou que jornalistas que o acompanharam na COP30 teriam ficado satisfeitos em retornar à Alemanha, sem que nenhum manifestasse desejo de permanecer em Belém. A declaração gerou críticas e foi vista como depreciativa em relação à cidade brasileira.

O governo alemão, por meio do porta-voz Stefan Kornelius, já havia sinalizado que Merz não se desculparia pelas declarações. Kornelius negou que o chanceler tenha demonstrado “desagrado” ou “repulsa” por Belém, alegando que suas palavras foram interpretadas de forma distorcida. O porta-voz reforçou que o Brasil continua sendo um importante parceiro geoestratégico da Alemanha na América do Sul.

Paralelamente à polêmica, a passagem de Merz pelo Brasil resultou em um compromisso de investimento da Alemanha no Fundo Amazônia. Embora inicialmente sem valores definidos, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou um aporte de 1 bilhão de euros. A confirmação do valor, minimiza os danos diplomáticos causados pela controvérsia.

Fonte: http://www.metropoles.com

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