Em meio à controvérsia gerada por comentários sobre Belém (PA), o chanceler alemão, Friedrich Merz, tenta agora suavizar o tom. Após declarações que sugeriam descontentamento de jornalistas alemães em Belém durante a COP30, Merz expressou confiança de que o presidente Lula reconhecerá a beleza da Alemanha. O chanceler fez a declaração antes de um encontro previsto entre os dois na Cúpula do G20.
“Tivemos, em Belém, um ótimo encontro pessoal”, afirmou Merz, detalhando um diálogo entre o ministro alemão do Meio Ambiente e Lula. “Pedi a ele que transmitisse minhas cordiais saudações ao presidente. Presumo que teremos mais uma boa conversa na África do Sul, sem qualquer peso ou constrangimento”. A tentativa de aproximação visa superar as críticas geradas por suas falas anteriores.
A polêmica teve início quando Merz, em um discurso no Congresso Alemão do Comércio, comparou o ambiente econômico alemão ao brasileiro. Na ocasião, ele relatou que jornalistas que o acompanharam na COP30 teriam ficado satisfeitos em retornar à Alemanha, sem que nenhum manifestasse desejo de permanecer em Belém. A declaração gerou críticas e foi vista como depreciativa em relação à cidade brasileira.
O governo alemão, por meio do porta-voz Stefan Kornelius, já havia sinalizado que Merz não se desculparia pelas declarações. Kornelius negou que o chanceler tenha demonstrado “desagrado” ou “repulsa” por Belém, alegando que suas palavras foram interpretadas de forma distorcida. O porta-voz reforçou que o Brasil continua sendo um importante parceiro geoestratégico da Alemanha na América do Sul.
Paralelamente à polêmica, a passagem de Merz pelo Brasil resultou em um compromisso de investimento da Alemanha no Fundo Amazônia. Embora inicialmente sem valores definidos, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou um aporte de 1 bilhão de euros. A confirmação do valor, minimiza os danos diplomáticos causados pela controvérsia.
Fonte: http://www.metropoles.com