Um ataque aéreo israelense atingiu a sede do escritório político do Hamas em Doha, no Catar, nesta terça-feira (9/9), gerando ondas de choque na região e levantando questões sobre o futuro das negociações de paz. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram a ação, classificando-a como um ataque “preciso” contra a liderança da organização palestina, que descrevem como “terrorista”.
Segundo comunicado do exército israelense, os alvos do ataque seriam líderes do Hamas “diretamente responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel”. As IDF afirmam que estes indivíduos “lideraram as atividades terroristas do Hamas por anos”.
Imagens que circulam mostram uma densa coluna de fumaça sobre Doha, seguida pelo deslocamento de pessoas que fogem da área atingida. Em resposta, as IDF asseguram que “antes do ataque, foram tomadas medidas para minimizar danos a civis, incluindo o uso de munições precisas e informações adicionais de inteligência”. A organização ainda reiterou que as operações contra o Hamas, em conjunto com a Agência de Inteligência de Israel, continuarão.
O ataque ocorre em um momento crítico, com a Faixa de Gaza enfrentando uma escalada da crise humanitária devido ao conflito. A região permanece sob cerco israelense, enquanto o Hamas anunciou ter aceitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Egito e Catar, que incluiria a suspensão das operações militares e a troca de reféns por prisioneiros. Até o momento, o governo israelense não se pronunciou oficialmente sobre as negociações.
Uma fonte do Hamas, em declarações ao Al Jazeera, indicou que o ataque teve como alvo membros do grupo reunidos em Doha para discutir a proposta de cessar-fogo liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo o canal israelense i24, o governo Trump teria sido informado com antecedência e autorizado a ofensiva contra o Catar.
Em resposta ao ataque, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, publicou uma declaração no X, condenando a ação como “uma violação flagrante de todas as leis e normas internacionais e representa uma séria ameaça à segurança dos catarianos e residentes no Catar”. Ansari também garantiu que as autoridades locais estão tomando as medidas necessárias para garantir a segurança da população e que uma investigação foi aberta.
Fonte: http://www.metropoles.com