Ativistas Brasileiros Acusam Israel de ‘Sequestro’ Após Interceptação de Flotilha Humanitária Rumo a Gaza

Ativistas Brasileiros Acusam Israel de ‘Sequestro’ Após Interceptação de Flotilha Humanitária Rumo a Gaza

Ativistas Brasileiros Acusam Israel de ‘Sequestro’ Após Interceptação de Flotilha Humanitária Rumo a Gaza 1024 683 Carlos Fenille

Ativistas brasileiros que integravam a Flotilha Global Sumud, com o objetivo de entregar ajuda humanitária na Faixa de Gaza, denunciaram um suposto “sequestro” por forças israelenses. A acusação surge após a interceptação de nove embarcações, incluindo os barcos Siriús (Askalan), Adara (Beit Lahia) e Alma (Deir Al-Balah), na quarta-feira (1º/10).

Em vídeos divulgados nas redes sociais, os ativistas, entre eles a vereadora Mariana Conti, alertam as autoridades e fazem acusações diretas. “Eu te peço ajuda. Peça ao meu governo para me levar para casa imediatamente e levar todos os ativistas para suas casas”, clamou um dos participantes.

Entre os brasileiros a bordo estavam Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, Nicolas Calabrese (Barco Siriús), Ariadne Telles, Mansur Peixoto (Barco Adara) e Thiago Ávila (Barco Alma). Eles alegam ter sido levados contra a vontade por militares israelenses durante a missão humanitária.

A Freedom Flotilla Brasil afirma que a delegação brasileira foi “sequestrada ilegalmente” pelas forças israelenses por volta das 21h31 (horário local). A organização também informou que as câmeras dos barcos estão fora do ar, e que trabalha para confirmar a segurança dos participantes.

Um vídeo adicional, divulgado pela organização e filmado pelo jornalista Kieran Andrieu, mostra o momento da abordagem. Nele, ouve-se a ordem: “Mãos para cima. Todos com as mãos pra cima”. O governo brasileiro já havia manifestado preocupação e cobrado a segurança dos tripulantes.

A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de Barcelona, Espanha, em 31 de agosto. Esta não é a primeira vez que tentativas de levar ajuda humanitária a Gaza são interceptadas por Israel, com participantes detidos e deportados em ocasiões anteriores.

Fonte: http://www.metropoles.com

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