Tecnologia e inteligência artificial a serviço da acessibilidade

A RTT-AI desenvolve uma bengala inteligente para deficientes visuais, integrando tecnologia e acessibilidade.
Em Curitiba-PR, a RTT-AI, incubada no Tecpar, está desenvolvendo uma bengala inteligente para deficientes visuais. O projeto começou em 2016 e visa utilizar tecnologia e inteligência artificial para melhorar a acessibilidade de pessoas cegas e com baixa visão. João Flávio de Brito Pereira, CEO da RTT-AI, destaca que a bengala “enxerga” o que o usuário não pode ver, avisando sobre obstáculos por vibrações e sons.
Funcionamento e benefícios
O dispositivo se integra a bengalas convencionais, adaptando-se a quase todos os modelos disponíveis no mercado. Ao ser movimentada, a bengala autoconfigura-se, identificando o trajeto e obstáculos à frente. Com dados de bancos públicos e GPS, a BIA oferece informações detalhadas sobre o ambiente, facilitando a navegação. Além disso, a bengala possui uma cerca eletrônica que avisa familiares quando o usuário sai de uma área pré-definida.
Integração com cidades inteligentes
A BIA é projetada para funcionar em ambientes urbanos, reconhecendo pontos de ônibus, estabelecimentos e acessos, promovendo maior independência ao usuário. O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ressalta o compromisso da instituição em apoiar inovações que beneficiem a sociedade, destacando o potencial transformador da bengala inteligente.
Desafios e avanços
O uso de tecnologia RFID e inteligência artificial torna a BIA uma ferramenta inovadora para a mobilidade. Segundo o Censo 2022 do IBGE, há cerca de 500 mil pessoas cegas e 6 milhões com baixa visão no Brasil, enfrentando desafios diários na locomoção. A RTT-AI foi selecionada para o programa de incubação do Tecpar, recebendo apoio técnico e infraestrutura para o desenvolvimento do produto. O próximo passo do projeto é unificar as tecnologias em uma única placa de processamento, visando a expansão e certificação da bengala inteligente.