O governo brasileiro manifestou, neste sábado (1/10), profunda preocupação com a escalada da violência no Sudão, especialmente após o ataque devastador a um hospital na cidade de Fasher. Em nota oficial, o Itamaraty condenou veementemente o ataque, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), resultou na morte de pelo menos 460 pessoas. O Brasil apela ao diálogo urgente entre as forças em conflito.
O ataque, atribuído às Forças de Reação Rápida (RSF), um grupo paramilitar que combate o Exército do Sudão, atingiu um hospital saudita. “Ao conclamar as partes envolvidas a cessarem imediatamente os enfrentamentos e retomarem o diálogo, assim como a garantirem a proteção da população, o Brasil recorda a obrigação do respeito ao direito internacional, aos direitos humanos e ao direito internacional humanitário”, diz a nota.
A situação no Sudão se agrava desde abril de 2023, quando a disputa pelo poder entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as RSF se intensificou, mergulhando o país em uma guerra civil. O conflito já causou um número alarmante de vítimas e uma grave crise humanitária, com relatos de assassinatos étnicos, cercos urbanos e deslocamento em massa da população.
As RSF têm suas origens nas milícias Janjaweed, tristemente conhecidas por atrocidades cometidas em Darfur há duas décadas. Já as SAF representam os remanescentes do antigo regime militar de Cartum. A disputa entre as duas forças, que chegaram a dividir o poder após a deposição do ex-presidente Omar al-Bashir em 2019, degenerou em um conflito brutal que afeta todo o país.
O Brasil, em sua nota, reitera a importância do respeito ao direito internacional e aos direitos humanos, defendendo o diálogo como a única via para uma solução pacífica e duradoura para o conflito no Sudão. A comunidade internacional acompanha com apreensão a situação, buscando formas de auxiliar na resolução da crise humanitária e na retomada da estabilidade no país africano.
Fonte: http://www.metropoles.com