O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) retoma nesta quinta-feira (13/10), às 15h, o julgamento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo. A sessão, que havia sido iniciada na segunda-feira (10/11), foi interrompida após um pedido de vista do auditor Marco Aurélio Choy, adicionando suspense ao caso que envolve sérias acusações.
Na sessão anterior, o STJD rejeitou o pedido de prescrição do caso, apresentado pela defesa do jogador. O relator do processo, Sérgio Furtado Filho, votou pela absolvição de Bruno Henrique no artigo 243-A, mas propôs sua condenação com base no artigo 191, estipulando uma multa de R$ 100 mil. A expectativa agora é grande para o desfecho desse julgamento em segunda instância.
O caso remonta a uma partida em que Bruno Henrique, já pendurado com cartões, cometeu uma falta em Soteldo, na época jogador do Santos. Após receber um cartão amarelo e reclamar ostensivamente, o atacante foi expulso, desencadeando uma série de eventos que culminaram na denúncia por manipulação de resultados envolvendo apostas esportivas.
A Procuradoria do STJD acusou Bruno Henrique de ter cometido faltas intencionalmente para receber punições e beneficiar apostadores. Ele foi enquadrado nos artigos 243 (parágrafo 1º) e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que tratam, respectivamente, de atitudes prejudiciais à equipe e de ações contrárias à ética desportiva com o objetivo de influenciar resultados.
A investigação se aprofundou com o indiciamento de Bruno Henrique pela Polícia Federal em abril, sob acusação de fraude esportiva, conforme o artigo 200 da Lei Geral do Esporte. Além do jogador, outras quatro pessoas, incluindo seu irmão, Wander Nunes Pinto Junior, foram denunciadas no caso, ampliando o escopo das investigações e a complexidade do processo.
Em primeira instância, Bruno Henrique foi condenado a 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil pela 1ª Comissão Disciplinar do STJD. Ele foi absolvido do artigo 243, mas considerado culpado no 243-A. O Flamengo recorreu da decisão e obteve uma medida suspensiva, permitindo que o atacante continuasse atuando até o julgamento em segunda instância, que se inicia nesta quinta-feira.
Fonte: http://www.metropoles.com