Minuto de silêncio marca discussão sobre operação policial no Rio de Janeiro

A Câmara Municipal de Curitiba fez um minuto de silêncio em homenagem aos policiais mortos no Rio. A vereadora Vanda de Assis criticou a operação que resultou em 121 mortes, incluindo 4 agentes de segurança.
Câmara de Curitiba homenageia policiais mortos no Rio
No dia 29 de outubro de 2025, a Câmara Municipal de Curitiba fez um minuto de silêncio em homenagem aos quatro policiais mortos na operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha. O governo do Rio confirmou que entre as vítimas estão quatro policiais e 117 suspeitos, em uma ofensiva contra o Comando Vermelho.
Reações na Câmara Municipal
O vereador Renan Ceschin (Pode) foi quem propôs a homenagem, destacando que os policiais estavam defendendo a população. Em contrapartida, a vereadora Vanda de Assis (PT) criticou a operação, chamando-a de “a mais letal da história do Rio” e ressaltando que nenhuma ação que resulta em mais de 120 mortes deve ser comemorada. A vereadora Indiara Barbosa (Novo) comparou a operação a um “cenário de guerra”, pedindo que o Governo Federal assuma responsabilidades no combate às facções.
Divergências sobre a operação
A vereadora Delegada Tathiana Guzella (União) apresentou um vídeo da operação e alegou que a ação, apesar de letal, eliminou muitos traficantes. Ela destacou que o Comando Vermelho também atua no Paraná, enquanto o vereador João Bettega (União) alertou que o narcotráfico está se expandindo pelo Brasil. Vários outros vereadores, como Eder Borges (PL) e Guilherme Kilter (Novo), reforçaram críticas à criminalidade, considerando o Brasil um narcoestado.
Críticas à ação policial
Vanda de Assis reiterou que a operação foi desastrosa, com mais mortos do que fuzis apreendidos. Ela defendeu que o combate ao crime deve ser feito com planejamento e articulação, não com ações espetaculosas que resultam em tragédias. O plenário encerrou a sessão com um instante de silêncio em memória dos policiais do BOPE e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.