A Casa Branca sinalizou, nesta segunda-feira (29/9), um otimismo cauteloso em relação ao fim do conflito na Faixa de Gaza. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, declarou que um acordo está “muito próximo”, horas antes do encontro entre o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em Washington. A busca por uma resolução ocorre em um momento de crescente isolamento internacional de Israel.
Leavitt enfatizou a necessidade de concessões mútuas para alcançar um resultado satisfatório. “Para chegar a um acordo razoável para ambos os lados, ambos os lados têm que ceder um pouco e podem sair da mesa um pouco infelizes, mas é assim que, em última análise, vamos acabar com este conflito”, afirmou a secretária, destacando a complexidade das negociações. O plano de paz de 21 pontos, apresentado por Trump a líderes árabes e muçulmanos na Assembleia Geral da ONU, será um dos principais temas da reunião.
Além de Netanyahu, Trump também planeja dialogar com líderes do Catar, país que tem desempenhado um papel crucial como intermediário nas conversas com o Hamas. A iniciativa reflete um esforço diplomático multifacetado para desescalar a violência e promover uma solução duradoura para o conflito. O encontro com Netanyahu ocorre em um contexto de crescente pressão sobre o primeiro-ministro israelense, tanto interna quanto externamente.
Netanyahu enfrenta críticas crescentes por sua estratégia militar em Gaza, com milhares de israelenses protestando nas ruas por um cessar-fogo. O reconhecimento do Estado da Palestina por diversos países intensificou o isolamento de Israel no cenário internacional. Trump, por sua vez, expressou confiança em um avanço significativo.
No domingo (28/9), o presidente americano afirmou que os EUA têm uma “oportunidade real” de “alcançar algo grandioso no Oriente Médio”, prometendo um desfecho especial para a situação. Na sexta-feira (26/9), ele já havia mencionado ter alcançado um “acordo”, enquanto Netanyahu reiterava na ONU sua determinação de “terminar o trabalho” em Gaza, demonstrando a tensão entre as diferentes perspectivas e objetivos dos envolvidos.
Fonte: http://www.metropoles.com