Casa Branca Nega Aval a Ataque Israelense ao Hamas no Catar, Apesar de Informação Prévia

Casa Branca Nega Aval a Ataque Israelense ao Hamas no Catar, Apesar de Informação Prévia

Casa Branca Nega Aval a Ataque Israelense ao Hamas no Catar, Apesar de Informação Prévia 1024 683 Carlos Fenille

A Casa Branca se manifestou enfaticamente nesta terça-feira (9/9), negando qualquer envolvimento ou aprovação em relação ao ataque do Exército israelense contra a sede do escritório político do Hamas em Doha, capital do Catar. A porta-voz Karoline Leavitt, em coletiva, declarou que a operação militar “não atende aos interesses” de Washington nem de Tel Aviv, buscando afastar especulações sobre o apoio dos EUA à ação.

Leavitt enfatizou que “bombardear unilateralmente dentro do Catar, uma nação soberana e aliada, não promove os objetivos de Israel ou dos Estados Unidos”. Contudo, reconheceu que “eliminar o Hamas, que lucrou com a miséria dos que vivem em Gaza, é um objetivo nobre”, demonstrando a complexidade da posição americana frente ao conflito. A porta-voz confirmou que o então presidente Donald Trump foi informado previamente sobre a intenção israelense, mas negou que ele tenha dado aval à operação.

Segundo Leavitt, Trump “ordenou que (Steve) Witkoff informasse o Catar sobre o próximo ataque”. A porta-voz reiterou que “o presidente não aprovou o local do ataque, e atacar o Hamas no Catar não atende aos nossos interesses. Trump não aprovou o ataque, que não atingiu os objetivos de Israel e dos EUA”. A declaração busca atenuar possíveis tensões diplomáticas com o Catar, um importante aliado dos EUA na região.

O Exército israelense confirmou a realização do bombardeio, classificando a ação como “precisa” e direcionada à liderança da organização Hamas, considerada terrorista por Israel, Estados Unidos e União Europeia. Em comunicado, as forças israelenses alegaram que os alvos “lideraram as atividades terroristas do Hamas por anos e são diretamente responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela gestão da guerra contra Israel”. As FDI ainda afirmaram ter tomado medidas para “minimizar danos a civis”.

O Catar condenou veementemente o ataque, classificando-o como um “ataque criminoso” e uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”, conforme declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Majed Al Ansari. Ansari também afirmou que o ataque constitui “uma séria ameaça à segurança dos catarianos e residentes no Catar” e que o país “não tolerará este comportamento israelense imprudente”. O incidente ocorre em um momento delicado, com o Catar atuando como mediador nas negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas, com a participação dos Estados Unidos.

Em meio à escalada de tensão, o Hamas informou que suas lideranças sobreviveram ao bombardeio em Doha. Entre os sobreviventes está Khalil al-Hayya, um alto funcionário do Hamas que encabeça as discussões sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza. No entanto, o grupo relatou a morte de seis membros, incluindo o filho de al-Hayya, e um oficial do Catar. A situação permanece instável, com o Catar anunciando a abertura de uma investigação sobre o ataque.

Fonte: http://www.metropoles.com

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