Em um cenário de renovada violência na Faixa de Gaza, o Catar elevou a pressão sobre o Hamas para que o grupo armado palestino entregue suas armas. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo, mediado por Washington, Cairo e Doha, para alcançar um acordo de paz duradouro na região.
O Primeiro-Ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, expressou o compromisso do país em persuadir o Hamas a depor as armas. “Fomos muito claros com o Hamas, e eles foram muito claros conosco, de que estão dispostos a entregar suas armas ao governo”, declarou Al Thani durante um discurso em Nova York, sinalizando uma possível abertura para negociações.
Al Thani enfatizou que o desarmamento deve envolver todas as facções palestinas e é um passo crucial para a estabilização de Gaza. Ele também ressaltou a necessidade de Israel retirar suas forças da região, assim que tropas internacionais assumam o controle, conforme os acordos. O líder do Catar reconheceu que o processo de desarmamento será complexo e gradual, exigindo um ambiente político favorável.
Enquanto isso, a situação em Gaza se agrava com a retomada de ataques israelenses. O exército de Israel lançou uma nova ofensiva, resultando em um número alarmante de mortes, após acusar o Hamas de violar o cessar-fogo e atrasar a devolução de corpos de reféns. O gabinete israelense justificou a ação como resultado de consultas de segurança.
O Hamas, por sua vez, nega as acusações de violação do cessar-fogo e reafirma seu compromisso com o acordo assinado em Sharm el-Sheikh, com mediação dos Estados Unidos. Em comunicado, o grupo classificou as ações de Israel como uma “escalada traiçoeira”, acusando o país de tentar impor novas realidades pela força, com cumplicidade americana.
Fonte: http://www.metropoles.com