O Catar, em um esforço para desescalar o conflito em Gaza, anunciou nesta sexta-feira (3/10) que está coordenando com o Egito e os Estados Unidos para avançar nas negociações de paz. O Ministério das Relações Exteriores do Catar confirmou a iniciativa, buscando um caminho para o fim da guerra na região. A ação surge após a resposta do Hamas a uma proposta de paz apresentada pelo presidente dos EUA.
“O Estado do Catar afirma que começou a trabalhar com seus parceiros na mediação, a República Árabe do Egito, em coordenação com os Estados Unidos da América, para continuar as discussões sobre o plano a fim de garantir um caminho para o fim da guerra”, declarou o Ministério em comunicado oficial. A prioridade é dar seguimento às discussões para alcançar um cessar-fogo duradouro. O foco principal é a libertação dos reféns israelenses.
O país do Golfo também saudou a aparente aceitação do Hamas ao plano de paz proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O plano inclui a libertação de todos os reféns israelenses. O Catar expressou apoio às declarações de Trump que pedem um cessar-fogo imediato.
O Hamas divulgou um comunicado confirmando a concordância com a proposta, detalhando a liberação dos prisioneiros israelenses, tanto vivos quanto mortos. A proposta também inclui a entrega do governo da Faixa de Gaza a um comitê palestino independente, conforme sugerido pelo presidente norte-americano. O grupo, no entanto, não se pronunciou sobre todos os pontos do plano, indicando que outros temas ainda precisarão ser discutidos.
O Egito também se manifestou, destacando que a resposta do Hamas indica um desejo de encerrar o conflito. O presidente Donald Trump reagiu pedindo que Israel interrompa imediatamente o bombardeio de Gaza. “Com base na Declaração recém-emitida pelo Hamas, acredito que eles estão prontos para uma paz duradoura. Israel deve interromper imediatamente o bombardeio de Gaza, para que possamos resgatar os reféns com segurança e rapidez!”, publicou Trump nas redes sociais. As negociações buscam uma resolução abrangente para o conflito no Oriente Médio.
Fonte: http://www.metropoles.com