O Chile se prepara para um segundo turno decisivo em 14 de dezembro, onde a candidata comunista Jeannette Jara e o conservador José Antonio Kast medirão forças pela Presidência. Mais de 15,7 milhões de eleitores foram convocados para a primeira eleição presidencial com voto obrigatório desde a redemocratização, definindo o futuro do país entre 2026 e 2030. A disputa acirrada sinaliza um país dividido em busca de soluções para seus desafios.
Além da escolha presidencial, o pleito renovou parte do Congresso, elegendo deputados e senadores. A segurança pública emergiu como tema central da campanha, refletindo o aumento da taxa de homicídios no país. Este aumento, que quase triplicou entre 2015 e 2024, é frequentemente associado ao fluxo migratório, especialmente de venezuelanos, gerando debates acalorados sobre políticas de imigração e segurança.
Jeannette Jara, ex-ministra do Trabalho e candidata do Partido Comunista, lidera as pesquisas, representando uma possível guinada à esquerda no país. “Pretendo governar os cidadãos e não um partido”, afirmou Jara, sinalizando uma possível suspensão ou renúncia à sua filiação partidária em caso de vitória. A candidata busca ampliar seu apoio, distanciando-se do governo Boric e adotando posições mais críticas em relação a regimes como Cuba e Venezuela.
José Antonio Kast, líder da direita e fundador do Partido Republicano, busca capitalizar o debate sobre segurança e imigração. Em sua segunda tentativa de chegar à presidência, Kast propõe medidas rigorosas, incluindo a obrigatoriedade de migrantes irregulares contribuírem para o financiamento de seu retorno aos países de origem. Suas propostas, juntamente com um plano de cortes nos gastos públicos, geraram controvérsia e críticas de economistas e do próprio presidente Boric.
Fonte: http://www.metropoles.com