Em um cenário climático cada vez mais imprevisível, o Brasil se prepara para a possível ocorrência de novos ciclones extratropicais. Esse contexto levanta questionamentos importantes sobre as diferenças entre esses fenômenos, furacões e tornados, e o porquê de alguns serem mais devastadores que outros. Apesar de todos serem sistemas de baixa pressão que provocam ventos fortes e chuvas intensas, suas origens, dimensões e intensidade variam significativamente.
A formação de cada um desses eventos climáticos é um fator determinante. Os tornados, por exemplo, surgem em terra firme, ligados a nuvens supercélulas e associados a ambientes quentes e úmidos. Já os furacões, também conhecidos como tufões no Pacífico, nascem sobre oceanos com águas aquecidas. Enquanto isso, os ciclones extratropicais, mais comuns no Brasil, se desenvolvem em áreas com grande contraste de temperatura, geralmente associados à passagem de frentes frias.
“A questão da ‘antecipação’ também varia muito”, explica um especialista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Embora os meteorologistas consigam identificar condições favoráveis para tornados com alguma antecedência, o alerta real é emitido apenas minutos antes da ocorrência, aumentando o risco. Furacões e ciclones extratropicais, por outro lado, podem ser monitorados por dias, permitindo ações preventivas mais eficazes.
A força dos ventos é outro ponto crucial de diferenciação. Tornados e furacões possuem escalas específicas de classificação, a Fujita Aprimorada e a Saffir-Simpson, respectivamente. Em casos extremos, tornados podem superar os 300 km/h, enquanto furacões atingem facilmente os 200 km/h. Ciclones extratropicais intensos, por sua vez, costumam gerar ventos pouco acima de 100 km/h, sendo geralmente menos violentos.
De acordo com o Inmet, a formação de novos ciclones extratropicais é esperada ao longo de novembro de 2025, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do país. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão em alerta, seguidos por São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. A população deve se manter atenta às atualizações e seguir as orientações das autoridades para minimizar os riscos.
Fonte: http://www.metropoles.com