Em uma decisão que pegou a comunidade esportiva de surpresa, o Corinthians anunciou o encerramento de suas atividades no basquete, tanto profissional quanto de base, ao término das temporadas em andamento. A medida, confirmada pelo presidente do clube, Osmar Stábile, tem como principal justificativa a necessidade de corte de custos. As equipes masculina, feminina e as categorias de base serão descontinuadas.
A diretoria alega que a receita obtida com bilheteria e patrocínios não tem sido suficiente para cobrir os gastos com as equipes de basquete. A notícia gerou forte reação, inclusive de figuras importantes do esporte. O ex-atleta Guilherme Giovannoni, com passagens pelo Corinthians e Brasília Basquete, manifestou sua indignação nas redes sociais.
“Acho isso um absurdo”, declarou Giovannoni em um vídeo publicado no Instagram. “Será que, se tirar os 6 milhões do basquete profissional do clube, vai resolver o problema financeiro do Corinthians? Será que se tirar os 800 mil, que são para cuidar da base toda, vai resolver? Tem dado prejuízo? Tem? Mas será que a culpa é do basquete?”
Apesar do anúncio, existe uma possibilidade de reviravolta. A direção do clube informou que, caso consiga atrair parceiros financeiros dispostos a investir no basquete, a decisão poderá ser reconsiderada e as atividades mantidas. No entanto, a busca por esses parceiros será crucial para a continuidade do projeto.
O time feminino, por meio de nota oficial, expressou seu repúdio à decisão da presidência. “É inadmissível que uma modalidade tradicional, que já enfrentou um período de paralisação entre 2017 e 2024, volte a ser cogitada como descartável”, diz o comunicado. A história do Corinthians no basquete é rica, com títulos importantes como o tetracampeonato brasileiro e o tricampeonato sul-americano.
Atualmente, a equipe masculina ocupa a quarta posição no Novo Basquete Brasil (NBB), com um aproveitamento de 80%. O próximo desafio será contra o SESI Franca, em Franca (SP), na próxima quarta-feira (3/12). O futuro do basquete corintiano, no entanto, permanece incerto.
Fonte: http://www.metropoles.com