A derrota acachapante por 3 a 0 para o Mirassol no último domingo (19/10) escancarou a grave crise que assola o São Paulo. O resultado negativo não apenas isolou o Mirassol no G-4, mas também empurrou o Tricolor para um retrospecto alarmante: o clube igualou sua pior sequência de derrotas desde 1936, acumulando sete reveses em oito partidas.
O ataque, historicamente um ponto forte do São Paulo, também vive um jejum preocupante. A equipe balançou as redes apenas duas vezes nos últimos oito jogos, repetindo o desempenho pífio observado em outros momentos críticos da sua história, como em 1936, 1986, 1990, 2013 e 2019. Os números expõem a fragilidade ofensiva e a falta de poder de reação do time.
Além da derrota para o Mirassol, a sequência negativa inclui reveses para LDU (duas vezes), Santos, Ceará, Palmeiras e Grêmio. A única vitória nesse período foi contra o Fortaleza, fora de casa, por 2 a 0. A fragilidade defensiva e a ineficiência no ataque têm se mostrado um combo indigesto para o torcedor são-paulino.
No confronto contra o Mirassol, o time comandado por Crespo foi completamente dominado, sofrendo gols de Alesson, Reinaldo e Carlos Eduardo. A atuação apática e a falta de organização tática evidenciaram a necessidade urgente de mudanças para reverter o quadro.
Para agravar a situação, o São Paulo terá pela frente uma sequência de jogos desafiadores. O Tricolor enfrentará o Bahia no MorumBis no próximo sábado (25/10), seguido por confrontos contra Vasco da Gama em São Januário (2/11) e Flamengo novamente no MorumBis (5/11). A pressão aumenta a cada partida, e a torcida espera uma reação imediata para afastar o fantasma do rebaixamento.
Fonte: http://www.metropoles.com