Diante de uma crescente crise migratória, o Peru declarou estado de emergência em sua fronteira com o Chile nesta sexta-feira (28/11). A medida, anunciada pelo presidente José Jerí após uma reunião urgente do Conselho de Ministros, visa conter o fluxo de migrantes e reforçar a segurança na região. A decisão foi motivada pelo bloqueio da rodovia Tacna-Arica, principal via de acesso entre os dois países, por um grupo de manifestantes exigindo entrada em território peruano.
O bloqueio, protagonizado por cerca de 100 pessoas, majoritariamente venezuelanas e colombianas, causou um grande engarrafamento e interrompeu o tráfego nos dois sentidos da rodovia. Os manifestantes utilizaram pedras, colchões e bagagens para impedir a passagem de veículos, em protesto contra a impossibilidade de ingressar no Peru. A situação na fronteira se intensificou após declarações do candidato à presidência do Chile, José Antonio Kast, que defende a expulsão de imigrantes ilegais.
Em sua conta oficial no X, o presidente Jerí afirmou que as Forças Armadas peruanas serão responsáveis pela vigilância da fronteira. Adicionalmente, o setor de Migrações e a Polícia Nacional intensificarão os controles de identidade. “Vamos declarar estado de emergência na fronteira com o Chile para gerar tranquilidade diante do risco de entrada de migrantes sem autorização, o que poderia ameaçar a segurança dos cidadãos do nosso país”, declarou o presidente.
O Ministério do Interior do Peru também se manifestou no X, informando que o ministro da pasta está em Tacna para coordenar ações de fortalecimento da vigilância fronteiriça. As ações serão conduzidas em conjunto pela Polícia Nacional, o setor de Migrações e as Forças Armadas. A medida tem como objetivo garantir a segurança e o controle do fluxo migratório na região fronteiriça.
José Antonio Kast, candidato ultraconservador e um dos favoritos para vencer as eleições chilenas, marcadas para 14 de dezembro, tem como uma de suas principais promessas de campanha a expulsão de cerca de 300 mil imigrantes ilegais, muitos deles provenientes do Peru. A situação na fronteira reflete, portanto, um momento de tensão política e social, com implicações para a segurança e a estabilidade da região.
Fonte: http://www.metropoles.com