De olho na tecnologia: como marcas estão se adaptando às buscas por inteligência artificial

De olho na tecnologia: como marcas estão se adaptando às buscas por inteligência artificial

De olho na tecnologia: como marcas estão se adaptando às buscas por inteligência artificial 1024 683 Redação Regional

Se antes bastava aparecer bem no Google, hoje marcas — de influenciadores a pequenos negócios — precisam pensar em como são vistas por ferramentas como ChatGPT e Gemini. Cada vez mais pessoas pedem recomendações diretamente a assistentes de IA, o que muda a forma como empresas e criadores de conteúdo pensam sua presença online.

O termo técnico para essa nova frente é GEO, de Generative Engine Optimization, e especialistas em marketing digital já apontam a tendência como o próximo grande capítulo depois do SEO tradicional, que dominou a internet nas últimas duas décadas. A lógica lembra um pouco o próprio universo da influência digital: assim como um criador de conteúdo constrói autoridade para ser lembrado e indicado pelo público, uma marca hoje também precisa construir esse tipo de autoridade para ser “lembrada” por uma inteligência artificial.

Isso já afeta diretamente o dia a dia de quem trabalha com marcas e parcerias: campanhas de divulgação que antes miravam apenas engajamento em redes sociais começam a considerar também como aquele conteúdo é indexado e interpretado por ferramentas de IA — já que uma menção bem construída em um site de autoridade pode influenciar diretamente uma recomendação futura feita por um assistente virtual.

Segundo profissionais da área, os setores que mais sentem esse impacto por enquanto são os de serviços locais e recomendação — beleza, saúde, alimentação e entretenimento —, justamente aqueles em que o consumidor costuma perguntar “qual o melhor” antes de decidir, seja para um amigo, seja hoje para uma inteligência artificial.

Entre as agências que já atuam nessa frente está a rtag.com.br, que soma otimização tradicional de SEO à preparação de conteúdo para ser entendido e recomendado por IAs generativas, atendendo negócios que dependem diretamente de reputação e indicação para crescer.

A recomendação para marcas e criadores que vivem de visibilidade digital é simples: acompanhar não só as métricas do Google, mas também como aparecem (ou deixam de aparecer) quando alguém pergunta sobre o segmento a uma ferramenta de inteligência artificial — um exercício rápido, que pode revelar lacunas de presença digital que passariam despercebidas em uma análise tradicional de SEO.

Assessores de imprensa e produtores de conteúdo que trabalham com influenciadores também já discutem como esse movimento muda a lógica de parcerias comerciais: uma menção em um veículo de autoridade, hoje, pode ter efeito duplo — o alcance imediato do público que consome aquele conteúdo, e a chance de influenciar, no médio prazo, como aquela marca é descrita por ferramentas de IA quando alguém pesquisa sobre o setor.

Para criadores de conteúdo que constroem marca própria, o paralelo com o GEO é direto: assim como um perfil bem construído nas redes sociais gera reconhecimento e recomendação espontânea entre seguidores, uma presença digital bem estruturada — com informações claras e conteúdo relevante — tende a gerar o mesmo efeito de recomendação espontânea quando o “público” que avalia é uma inteligência artificial.

Especialistas apostam que, nos próximos anos, times de marketing de marcas e influenciadores vão incorporar essa métrica ao planejamento de campanhas com a mesma naturalidade com que hoje acompanham engajamento e alcance nas redes sociais — tratando a presença em buscas por IA como mais um indicador de relevância a ser monitorado de perto.

Para quem trabalha com produção de conteúdo e entretenimento, a recomendação de especialistas é simples: acompanhar de perto essa transformação, ainda que de forma exploratória, testando como diferentes ferramentas de IA descrevem a própria marca hoje — um exercício rápido que pode revelar tanto oportunidades quanto lacunas de imagem que vale a pena corrigir antes que se tornem um problema maior de reputação digital.

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